Entidades representativas dos associados e a diretoria da Cassi realizaram reunião, na quarta-feira, 24, para prestação de contas e esclarecimentos de outros temas de interesse. Os encontros são um compromisso assumido desde a negociação da proposta de sustentabilidade da Cassi.

Coparticipação

Os representantes dos associados questionaram o fato de a diretoria da Cassi não ter se manifestado sobre a coparticipação e cobraram a retomada dos índices aos patamares de 2018, compromisso assumido na mesa de negociação. A Cassi se comprometeu a fazer um levantamento de dados e apresentar na próxima reunião exclusiva sobre o tema, a ser confirmada nos próximos 15 dias.

Assistência farmacêutica

As entidades cobraram a revisão da Lista de Materiais e Medicamentos Abonáveis da Cassi (Limaca), já que muitas patologias severas e recorrentes foram excluídas do programa e a lista de materiais e medicamentos abonáveis teve redução da ordem de 70%. A Cassi informou que não realizou a revisão ao longo de 2020 e que, até maio, apresentará proposta para o assunto.

Reembolsos para o PAF

As entidades relataram que associados estão tendo dificuldades para solicitar reembolsos para o Programa de Assistência Farmacêutica (PAF), após a limitação do envio dos pedidos apenas pela via eletrônica. Os problemas de acesso geram preocupação, pois podem acarretar desistência na compra de remédios e trazer impactos à saúde.

A Cassi reconheceu que está com problemas no reembolso e constituiu um grupo de trabalho para identificar as dificuldades e promover melhorias no sistema. A sugestão das entidades foi que, enquanto a Cassi trabalha para facilitar o sistema, seja admitido o envio dos reembolsos pelos Correios. A diretoria da Caixa de Assistência informou que vai analisar o pedido.

Cassi essencial

Para combater a evasão do Plano Cassi Família e constituir novas receitas, a Cassi informou que, em breve, terá um novo plano chamado de Cassi Essencial cuja mensalidade poderá ser de 20 e 30% inferior à do Cassi Família. De acordo com a Cassi, a criação de novos planos é parte da estratégia para garantir sustentabilidade no futuro.

Foram antecipadas algumas características do novo plano: o público-alvo são familiares dos associados; abrangência nacional, mas precificação regional; rede de atendimento diferente da utilizada para o Plano de Associados e Cassi Família e haverá possibilidade de cobrança de coparticipação e franquia pela utilização dos serviços. O produto já foi registrado na ANS e está aguardando o aval do BB.

Resultados da Cassi

A Cassi fechou 2020 com resultado líquido de R$ 1,141 bilhão, se mantendo na posição de maior autogestão do país em número de beneficiários. São mais de 629 mil vidas, sendo 386.752 no Plano de Associados e 243.027 no Cassi Família. Os índices de sinistralidade (76,68%) e eficiência (5,50%) fecharam em equilíbrio com os principais concorrentes do mercado. Houve evolução das reservas totais da Cassi, que hoje somam R$ 3,3 bilhões.

A taxa de administração, que entra como receita para a Cassi como parte do acordo de sustentabilidade, termina em 2021 e representa R$ 153 milhões. As projeções atuais já contam com a queda de receita e os novos planos de mercado são uma forma de suprir o fim da taxa.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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