Diante da pandemia do coronavírus, o último avanço obtido pelo movimento sindical em relação à CAIXA foi o compromisso do vice-presidente do banco de suspender cobranças de metas como, por exemplo, Dia D, desafio do dia e planilha de produtividade.

Além disso, a burocracia para liberação de trabalho remoto também foi reduzida significativamente. Entretanto, a reestruturação recém implementada se tornou um obstáculo para que os protocolos e determinações da direção sejam corretamente implementados em agências e departamentos.

“O compromisso de suspensão das metas é resultado direto da relação de confiança entre empregados e Sindicato. Os bancários nos procuraram para denunciar a pressão por resultados em meio à crise do coronavírus e nós atuamos junto ao banco, que atendeu a nossa reivindicação”, afirmou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Dionísio Reis.

“Porém, apesar da evolução que o entendimento na prática tem trazido aos protocolos, com a recente reestruturação, que aumentou a capilaridade da gestão da CAIXA, a comunicação entre a matriz e as unidades tem sido problemática, inclusive para a adoção dos protocolos. Os gestores estão mal orientados”, acrescentou Dionísio.

Trabalho remoto

Uma das principais reclamações dos empregados que estão em trabalho remoto são as quedas frequentes do sistema. Para minimizar esse problema, na visão das entidades representativas dos empregados, é importante que a CAIXA implemente a redução na jornada, com o escalonamento dos trabalhadores.

Contigenciamento das agências

Apesar do Banco Central ter autorizado o contigenciamento e a mudança do horário de atendimento, a direção da CAIXA não efetuou alterações nesse sentido de forma centralizada. Além disso, o governo federal tem colocado a população para dentro das unidades.

“É urgente que a direção da CAIXA entenda a gravidade da situação e tome todas as medidas possíveis para proteger a saúde de empregados e clientes. Se o BC autorizou mudança de horário de atendimento e contigenciamento, não existe justificativa plausível para não aplicar tais medidas. Além disso, é preciso que o governo federal tenha o mínimo de responsabilidade e não leve toda a população para dentro das agências da CAIXA sem necessidade, inclusive em questões que sequer estão definidas como, por exemplo, o auxílio de R$ 200 para trabalhadores informais, medida que sequer existe no momento e já gera uma corrida às agências. Uma falta de responsabilidade por parte do governo com a saúde da população e dos empregados da CAIXA”, enfatizou Dionísio Reis.

Reivindicações

De acordo com o coordenador da CEE/Caixa, na próxima semana, provavelmente, não será possível abrir todas unidades e, para garantir o atendimento da população, a CAIXA deveria adotar rodízio, contigenciando o atendimento.

“A CAIXA já deveria estar adotando revezamento e redução na jornada. É importante reforçar também que, após muita cobrança, o banco garantiu que todos os empregados em grupo de risco estão liberados, sem necessidade de comprovação. Lembrando que isso não é uma opção, nem para o gestor e nem para o empregado. Além disso, agora é hora da CAIXA se responsabilizar pelas pessoas que estão sendo atingidas pelas políticas restritivas dos governos, em especial as mães e pais, que devem cuidar das crianças sem escola”, concluiu Dionísio.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Seeb-SP

 

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