A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu, nesta terça-feira, 14, com representantes do banco para tratar de medidas de enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus.

O BB atendeu a reivindicação dos trabalhadores e se comprometeu a instalar proteção de acrílico em todos os caixas. O objetivo é reduzir a possibilidade de contágio de clientes e funcionários no momento do atendimento. Essa era uma demanda de funcionárias e funcionários que continuam trabalhando nas agências.

O banco também liberou verba para que as agências comprem máscaras de acetato tipo “face shield” e as mais comuns N95.

Home office

A CEBB também cobrou a reclassificação para situação 478 (isolamento residencial, ficando à disposição do banco) dos dias 7, 8 e 9 de abril. Alguns gestores classificaram as ausências nestes dias como abonos e folgas.

O problema ocorreu depois que o banco enviou um comunicado aos gestores informando que, a partir do dia 7, “conforme previsto no Art. 6º da MP 927”, “está autorizado a comunicar ao funcionário o acionamento de férias, com antecedência de” apenas “quarenta e oito horas”.

O comunicado, enviado no próprio dia 7, diz que os funcionários que estavam dispensados com a situação 478 deveriam optar entre a utilização de férias, o uso de banco de horas (inclusive negativo – comando 425 com termo de adesão vigente) nos termos do ACT 2018-2020, abonos, folgas e solicitação de licença prêmio.

“Não houve tempo hábil para que as pessoas que estavam em casa pudessem optar por aquilo que é melhor para ela”, lamentou a representante da Contraf-CUT nas negociações com o banco, Fernanda Lopes. “Além disso, ficou um limbo entre a data do comunicado e a data do início das férias, para aqueles que os funcionários que fizessem tal opção”, concluiu a dirigente da Contraf-CUT. Segundo o que determina a MP, as férias se iniciariam na segunda-feira, 13.

O banco informou que, em decorrência do comunicado, 9.937 funcionários entraram em férias no dia 13 de abril. Neste número, não estão inclusos aqueles que já tinham férias programadas.

O banco propôs avaliar caso a caso, mas a Comissão de Empresa dos Funcionários acredita ser inviável por serem muitas pessoas. “Queremos que seja adotado um procedimento padrão e o mesmo seja amplamente divulgado”, afirmou João Fukunaga, que é coordenador da CEBB.

O banco ficou de avaliar a proposta. “Por enquanto, recomendamos que os bancários procurem os gestores e, em casos de recusa de reclassificação dos dias 7, 8 e 9 como 478, procurem os sindicatos”, orientou Fukunaga.

Banco de horas negativo

A CEBB também questionou o Banco do Brasil sobre o banco de horas negativo (código 425), que será utilizado para funcionários que estão em casa sem fazer home office.

Os funcionários estão apreensivos com a possibilidade de não conseguirem repor as horas negativas, o que pode gerar desconto no salário, além de sobrecarga de trabalho quando começarem as compensações.

Para as entidades representativas dos funcionários, a regra acordada para banco de horas não pode ser adotada neste momento atípico.

O banco se comprometeu a avaliar as demandas e trazer respostas ao movimento sindical.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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