A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) se solidariza com o Sindipetro/MG, petroleiras e petroleiros que deflagraram, nesta segunda-feira, 22 de março, greve por tempo indeterminado. Além de considerar mais do que justa a luta em defesa por direitos e conquistas, é fundamental apoiar um movimento que tem como principal objetivo defender a vida nestes tempos de pandemia do coronavírus.

Além do mais diante do aumento do número de mortes por Covid-19 e o descaso da Petrobras, em especial a gerência da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim que, como vem denunciando o sindicato, não respeita os protocolos de segurança para conter a contaminação dentro da unidade.  O Sindipetro/MG denunciou que está havendo um surto da doença na unidade. Mais de 200 trabalhadoras e trabalhadores foram contaminados só no mês de março deste ano, 84 deles de um mesmo setor. Até este momento, são 12 empregados internados por complicações da doença, em um estado que já está com a saúde colapsada, como grande parte do país.  Outras bases petroleiras, como na Bahia, no Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Amazonas, também estão mobilizadas.

Há, na Regap, de acordo com o Sindipetro/MG, aglomerações abusivas de trabalhadores próprios e terceirizados, o que é agravado com as paradas de manutenção, que aumenta o trânsito de pessoal na unidade, quando triplica o número de profissionais trabalhando no mesmo espaço, o que aumenta o risco de contaminação. Petroleiras e petroleiros e suas famílias, assim como a população em geral, precisam ainda mais de proteção no momento em que o sistema de saúde de Betim e Belo Horizonte se encontram em colapso, com unidades superlotadas e quase sem leitos de UTI, enquanto a vacinação segue em ritmo lento.

Petroleiras e petroleiros reivindicam, entre outros itens, a imediata interrupção das atividades da parada de manutenção; suspensão de novas paradas de manutenção previstas para as próximas semanas; redução imediata do quadro de empregados (próprios e terceirizados) em trabalho presencial na refinaria, exceto pelas atividades essenciais para a continuidade operacional em segurança na planta e para a garantia da produção para abastecimento interno; recomposição do efetivo operacional.

A CUT/MG e todas as entidades CUTistas se unem a petroleiras e petroleiros em mais uma luta.  Vivemos um momento no país em que a união e a solidariedade da classe trabalhadora é mais do que essencial:  tornou-se vital. A defesa da vida se soma à luta por direitos e conquistas, e por isso estaremos sempre juntos com o Sindipetro/MG, petroleiras e petroleiros.

 

Fonte: CUT/MG

 

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