Episódio da entrevista de diretor à revista IstoÉ precisa ser apreciado pelo Comitê de Ética da Fundação. Vaidades pessoais não podem estar acima dos interesses dos mais de 135 mil participantes.

 

É acertada a decisão do Conselho Deliberativo da Funcef de submeter à apreciação do Comitê de Ética da Fundação o episódio da entrevista do diretor eleito Antonio Augusto de Miranda e Souza para a matéria “Como o PT perdeu poder nos fundos de pensão”, publicada na edição 2.324, de junho de 2014, da revista IstoÉ.

Na ocasião, informações levianas, mesmo que imediatamente rebatidas pela entidade, geraram incertezas em relação à gestão da Funcef. Em nota de esclarecimento, a Fundação reforçou que os investimentos são submetidos a rigorosos e criteriosos processos de análises e avaliação. E ainda que, apesar do resultado deficitário de alguns planos em 2012 e 2013, não houve prejuízos ou perda de patrimônio.

As afirmações do diretor eleito, por não guardarem a menor relação com a realidade dos fatos, infringiram o Código de Conduta da Funcef, que determina que é vedado “manifestar-se, em nome ou por conta da Fundação, por qualquer meio de comunicação, sobre assuntos a ela relacionados, salvo se em razão de competência funcional ou mandatos”.

Na reunião do Conselho Deliberativo do dia 4 de setembro, quatro dos seis conselheiros – três eleitos e três indicados pela CAIXA – votaram a favor do encaminhamento do caso ao Comitê de Ética. Trata-se, portanto, de uma decisão democrática, que deve ser respeitada. Assim como foi e continua sendo respeitado o resultado das últimas eleições para conselheiros e diretores, ocorridas em maio.

Vale lembrar ainda que no dia 25 de agosto, em Brasília (DF), a Funcef realizou encontro de esclarecimentos com representantes das forças políticas do movimento nacional dos empregados da CAIXA. A reunião, que atendeu deliberação do 30º Conecef, foi considerada positiva por todos os participantes, o que mostra que a defesa da Fundação é uma prioridade das entidades que representam os trabalhadores.

É lamentável constatar que, para alguns, o processo eleitoral na Funcef não terminou. Vaidades pessoais não podem estar acima dos interesses dos mais de 135 mil participantes. Quem não deve, não teme! A decisão do Conselho Deliberativo nada tem de retaliação. Ela apenas visa preservar a Fundação e uma conquista histórica da categoria, que foi a eleição direta de representantes dos associados para compor metade da diretoria da entidade.

Interessa, sim, aos empregados ativos e aposentados da CAIXA que o episódio seja plenamente esclarecido. Tudo por uma Funcef mais forte, transparente e democrática, sempre em benefício daqueles que contribuíram no passado e contribuem hoje para garantir um futuro mais tranquilo.

 

Fenae – Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa

Compartilhe: