Foto: Augusto Coelho

Após três dias de debates, o 31º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) definiu, neste domingo, 14, a pauta de reivindicações específicas para a Campanha Nacional 2015 e as negociações permanentes com o banco. Dentre as principais propostas estão melhorias nas condições de trabalho, mais contratações, fim do programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), combate a metas abusivas e defesa da isonomia. No encontro, os delegados deliberaram também pela manutenção da mesa única com a Fenaban e negociação concomitante com a CAIXA das questões específicas.

Participaram do 31º Conecef, realizado de sexta a domingo, no Hotel Holiday Inn, em São Paulo (SP), 348 delegados de todo o Brasil, sendo 198 homens e 150 mulheres. A busca pela paridade nesse fórum deliberativo dos trabalhadores da CAIXA continua. Uma das deliberações referentes a organização do movimento foi de manter a cota de gênero de 50%. As delegações que não atingirem esse percentual sofrerão corte de 50% para o Congresso de 2016.

“Durante o Conecef, pudemos debater questões importantes para empregadas e empregados e propostas trazidas de todas as regiões do país. Com democracia, construímos uma pauta de reivindicações específicas que norteará nossa Campanha Nacional e também as negociações da mesa permanente. Agora, seguimos rumo à Conferência Nacional dos Bancários para que possamos, com unidade, enfrentar os banqueiros e as direções dos bancos públicos”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Unidade

Seguindo o slogan do 31º Conecef, “Unidade para conquistar”, todas as forças políticas do movimento dos empregados da CAIXA decidiram pela formação de um Fórum Nacional em defesa da Funcef, que terá por objetivo discutir as questões relacionadas à Fundação, em especial o plano de equacionamento do déficit do Reg/Replan Saldado e Não Saldado.

Foi consenso entre as forças a preocupação com a situação do fundo de pensão e a intenção é aprofundar o debate sobre o déficit e o plano de equacionamento. As correntes políticas também assinaram um manifesto em que defendem a ampliação da democratização da Funcef, com o fim do voto minerva, aumentar a participação dos associados nos processos eleitorais, entre outras questões.

A situação da Funcef foi um dos temas debatidos no primeiro dia de trabalhos do 31º Conecef, na sexta-feira, 12. A discussão contou com a participação do diretor de Investimentos do fundo de pensão, Maurício Marcellini, e do conselheiro eleito deliberativo Antônio Luiz Fermino.

Moções

Os delegados do 31º Conecef aprovaram manifesto em que se posicionam contrários ao projeto de lei que regulamenta a terceirização e contra as MPs 664 e 665 que atentam contra direitos dos trabalhadores.

Foi aprovada, também, moção de apoio aos trabalhadores do HSBC que estão inseguros diante do processo de venda do banco, e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Pauta específica

Os delegados do 31º Conecef discutiram itens prioritários sobre os temas que serão reivindicados na campanha salarial deste ano.

Dentre as reivindicações aprovadas constam prevenção do assédio moral e sexual, condições de trabalho para os deficientes, combate às metas abusivas, medidas e garantias em caso de assaltos e sequestros para as vítimas e familiares, melhoria e ampliação no atendimento do Saúde Caixa; fim do voto minerva na Funcef, extensão do Saúde Caixa para os empregados que se aposentaram por meio de PADVs, extensão do auxílio-alimentação e cesta-alimentação a todos os aposentados e pensionistas, inclusive aos desligados em PADV, retomada do modelo de Agência Segura, combate a terceirização, defesa da isonomia, fim do GDP (programa Gestão de Desempenho de Pessoas), mais contratações, entre outros.

A CEE/Caixa deve divulgar em breve a íntegra das resoluções do 31º Conecef.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

Compartilhe: