Crédito: Arquivo Sindicato

 

O Sindicato voltou a se reunir com o Itaú, nesta terça-feira, 13, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG) em audiência sobre as agências do banco que tiveram seus horários ampliados. Na primeira audiência, no dia 24 de outubro, o representante do Itaú pediu o adiamento das negociações para depois da reunião da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú (COE-Itaú) realizada com o banco no dia 6 de novembro em São Paulo.

Na audiência desta terça-feira, o banco não apresentou nenhuma novidade que pudesse reverter a ampliação dos horários. Por isso, a SRTE-MG promoverá ação de fiscalização nas agências em que o banco já implantou os novos horários ampliados para apurar as denúncias do Sindicato. Foram denunciados os seguintes abusos: sobrejornada habitual, desrespeito à jornada especial do bancário, adoção de escalas móveis, alteração unilateral e prejudicial do horário e da jornada de trabalho e desvio de função, com gerentes e chefes de serviço executando função de caixa.

Para o diretor do Sindicato e funcionário do Itaú, Kennedy Santos, que esteve presente na audiência e também representa a Fetrafi-MG nas negociações, representantes dos funcionários já haviam ratificado ao banco, na reunião do dia 6 de novembro, que não aceitam o novo horário. “Bancários estão chegando muito tarde em casa e outros ficaram com horário incompatível com os estudos. Isto acontece porque o banco só pensa nos lucros. Em novembro, o banco terá, na base do Sindicato, 25 agências com três horários ampliados, diferentes dos tradicionais. Se o banco quer adotar horário especial, que seja durante o dia e que não traga insegurança aos bancários. Aceitamos discutir horários de atendimento das 9 às 17h, porém com dois turnos, para gerar emprego e acabar com as horas extras”, afirma.

A diretora do Sindicato e funcionária do Itaú, Jacqueline Cardozo, ressalta que os funcionários que pedem transferência para agências que mantêm o horário antigo recebem a informação de que o banco aceita transferir, mas para agências distantes das que trabalham atualmente. “Fica parecendo que o banco quer punir os funcionários que estão com horários incompatíveis e que precisam de transferências. Se o banco exige formação dos empregados, porque está dificultando o acesso aos estudos?”, questiona.

Já o diretor do Sindicato e funcionário do Itaú, Ramon Peres, aponta as condições subumanas de trabalho dos empregados. “Os funcionários estão tendo que fazer horas extras habituais, existem desvios de funções, falta de segurança e o banco ainda paga as horas extras através de compensação, desrespeitando a legislação. Os bancários estão insatisfeitos com a imposição do Itaú e o Sindicato espera que as fiscalizações resultem em punições para o banco”, afirma.

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