Após denúncias do Sindicato contra o Mercantil do Brasil, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) agendou, para o dia 11 de junho, mediação sobre dois temas: a divulgação de ranking de funcionários e o fato de o banco estar induzindo bancários demitidos a procurarem a Federação da rua Sergipe no caso de tentativa de conciliação.

Conforme as denúncias, o Mercantil expôs funcionários através de e-mail intitulado “Corrida Maluca”, no qual divulgou lista de gerentes com suas respectivas produções acumuladas de seguros. Na mensagem, um superintendente provoca os últimos colocados e utiliza expressões desrespeitosas, deixando transparecer que o lucro vem antes da dignidade dos bancários.

O funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Vanderci Antônio, ressalta que os funcionários sofrem diariamente com mensagens desrespeitosas que cobram metas inalcançáveis, vindas de superintendentes assediadores e despreparados para a função. “Combatemos insistentemente esta postura desumana do Mercantil, mas mesmo assim o banco persiste nos abusos, inclusive com a divulgação de rankings de funcionários, o que é terminantemente vedado pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), cláusula 35. Esperamos que o Mercantil seja punido severamente por descumprir a CCT e pelo assédio moral sobre os funcionários”, afirmou.

Além disso, o Mercantil tem sugerido, em sua carta de dispensa, que os funcionários demitidos devem procurar a Federação pelega da Rua Sergipe, que assinou contrato de Comissão de Conciliação Prévia (CCP) com o banco.

“A CCP foi assinada com a desculpa de desafogar a Justiça do Trabalho, mas garante apenas os interesses dos banqueiros, como é o costume da Federação pelega. Através da Comissão, o banco tem oferecido valores irrisórios nos acordos, conforme denúncia de diversos ex-bancários”, explicou o funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, a Federação da rua Sergipe é conivente com o desrespeito e a desonestidade do Mercantil com seus funcionários, já que sempre esteve ao lado dos banqueiros e tenta enganar os trabalhadores. “O Sindicato repudia a atitude do banco e orienta que os funcionários devem buscar esclarecimentos sobre seus direitos e garantias em nossa entidade, que sempre lutou pelos direitos dos trabalhadores e é sua legítima representante”, afirmou.

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