O descaso dos bancos com a segurança de bancários, clientes e usuários tem gerado cada vez mais vítimas. Um grave exemplo desta irresponsabilidade ocorreu no dia 21 de agosto de 2013 em um posto de atendimento do Santander, localizado na área externa, próximo ao restaurante e o estacionamento da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. Durante um assalto no local, foram mortos o funcionário do banco, Igor Henrique Batista Alves da Silva, de 22 anos, e a vigilante Verônica Soares, de 24 anos.

Igor tinha sido contratado pelo banco em janeiro deste ano. Ele foi morto com um tiro no peito depois que os bandidos ordenaram que o cofre fosse aberto. A polícia acredita que os assaltantes tenham se irritado com a demora, pois o sistema eletrônico aciona um temporizador, que só efetiva a abertura cerca de dez minutos depois de digitada a senha.

O trabalhador do Santander ficava no posto apenas em companhia de um vigilante de uma empresa contratada, que no dia do assalto era Verônica, também morta pelos bandidos. Ela foi amarrada com uma corda e levou um tiro na cabeça.

O posto de atendimento não contava com porta giratória nem câmeras internas ou externas, além de funcionar com apenas um vigilante. Representantes dos trabalhadores bancários e dos vigilantes defendem no mínimo dois vigilantes para agências e postos, assim como os mesmos equipamentos de prevenção das agências, já que ambos estão expostos ao mesmo risco de assaltos. Um operário denunciou que, 15 dias antes, foi roubado um malote contendo dinheiro no mesmo local.

O Sindicato sempre lutou para que bancos garantam a segurança nos locais de trabalho para funcionários, clientes e usuários, inclusive com a paralisação das atividades de agências de diferentes bancos, e participa das reuniões sobre segurança bancária com a Fenaban.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Fetraf RJ-ES

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