24/02/12

 

Descaso do Itaú com a segurança dos clientes e funcionários provoca mais uma vítima de “saidinha de banco”.

O descaso do Itaú com a segurança de seus funcionários,  clientes e usuários fez mais uma vitima de saídinha de banco nesta quinta-feira, 23. Desta vez foi um aposentado de 65 anos  que sacou cerca de R$ 3.500,00 na agência 8696- BH Lourdes que fica na rua Marília de Dirceu, 116 na zona sul de Belo Horizonte. 

Apesar de o banco alegar que as portas giratórias  são instaladas apenas nas cidades onde existem leis municipais – o que é o caso de Belo Horizonte – a agência onde o cliente foi assaltado é uma das poucas agências do Itaú em Belo Horizonte que ainda não tem porta de segurança. 

Além de não cumprir as leis, Federal 7.102/83 e Estadual 12.971/98, o Itaú descumpre também a Lei  Municipal 10.205/2011, que  em seu Artigo I prevê que “A concessão de alvará de funcionamento a estabelecimentos bancários, por parte da Prefeitura de Belo Horizonte, fica condicionada a que as respectivas edificações tenham instaladas, em sua(s) entrada(s), porta de segurança giratória ou similar, com dispositivo de alarme com detector de metais, cabine(s) blindada(s) ou escudo(s), com respectiva segurança e alarme com comunicação com a central da Polícia”. 

Para o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Antonio Guimarães (Magaiver), a falta da porta giratória facilita o trânsito de ladrões no interior da agência “para ver quem está sacando quantias altas. Os bandidos aproveitam dos descasos do banco com a segurança para escolher suas vítimas ainda no interior da agência. Assim que o cliente sai, seus comparsas recebem a informação e concluem o assalto” ressalta.  

Já o também funcionário do Itaú e diretor do Sindicato Kennedy Santos, ressalta que  a porta giratória é um equipamento obrigatório, sendo que o banco deveria acompanhar a legislação e instalar imediatamente. “Vamos cobrar da PBH a fiscalização e a notificação daquela agência que insistem em descumprir as exigências das leis existentes. É fato que os assaltantes têm preferência pelos bancos que não possuem equipamentos que dificultem suas ações de roubo e o Itaú quer facilitar ainda mais os casos de assaltos chamados “saidinha de banco” através da retirada de portas de segurança onde não existem leis municipais, desprezando as leis federal e estadual”, alerta.

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