28 de agosto é Dia da Bancária e do Bancário. A data relembra as décadas de mobilização e construção da luta nacional da categoria. Em 2020, diante da crise sanitária causada pela pandemia do coronavírus, pela primeira vez, a Campanha Nacional dos Bancários está sendo realizada de forma predominantemente virtual, devido à necessidade de distanciamento.

Para defender conquistas, enfrentar a difícil conjuntura de ameaças de retirada de direitos dos trabalhadores, além da ameaça de privatização dos bancos públicos, bancárias e bancários reforçaram sua unidade e resistência.

Durante a última Conferência Nacional dos Bancários, realizada em julho, os trabalhadores aprovaram uma pauta de lutas e de mobilização que, além de defender a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a mesa única de negociação com os bancos, reafirma o papel de bancárias e bancários como importantes protagonistas dessa trajetória histórica de conquistas.

Mobilizar à distância milhares de trabalhadoras e trabalhadores nos bancos de todo o Brasil, em meio às restrições impostas, para organizar uma campanha ativa e combativa é o desafio que os bancários enfrentam para garantir o sucesso da Campanha Nacional 2020.

“Diante da pandemia, estamos tendo que nos reinventar e nos adaptarmos a novas formas mobilização. Mais do que nunca, precisamos mostrar para os bancos a unidade da categoria. Apesar de os bancos se mostrarem resistentes nas negociações, nossa categoria reafirma sua força diante dos grandes desafios que estamos vivendo no momento. Mais uma vez, a nossa união está sendo essencial. E NOVAMENTE vamos mostrar para os bancos que juntos somos mais fortes e que a distância não nos limita. Parabéns a todas as bancárias e todos os bancários”, destacou Ramon Peres, presidente do Sindicato.

História de luta

Uma greve histórica, deflagrada em 28 de agosto de 1951 e que durou 69 dias, tornou-se referência para a data dedicada à categoria bancária. Mesmo reprimidos pela polícia e boicotados pela imprensa, os bancários lutaram por reajuste de 40%. A decisão final coube à Justiça, que concedeu 31% de aumento após rever cálculos da inflação.

Além do reajuste, a greve de 1951 também fez surgir sindicatos de bancários em vários pontos do país. Assim, também é indiscutível a importância da greve para a organização da luta da categoria, que de lá para cá obteve muitas outras conquistas e, inclusive, é a única do país com uma Convenção Coletiva de Trabalho nacional.

Outro mérito da greve foi a contestação dos dados oficiais do governo. A partir desta contestação, surgiram as bases para a fundação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), criado para fornecer aos trabalhadores dados estatísticos confiáveis.

Essas são apenas algumas das inúmeras conquistas da categoria a partir da histórica greve de 1951, que permanece como símbolo da resistência e da capacidade de luta de bancárias e bancários.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região.

 

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