Neste 1º de dezembro, mais uma vez, é comemorado o Dia Internacional da Luta contra a Aids. A data tem como objetivo lembrar a sociedade da intensa luta travada contra a Aids e trazer os valores de compreensão, solidariedade e apoio às pessoas infectadas pelo vírus HIV, com a luta pelo fim do preconceito.

Depois do aumento de caso de Aids em idosos, os jovens voltaram a ser a preocupação quando o assunto é HIV. A falta do uso da camisinha é apontada por especialistas como fator determinante para o aumento da circulação do vírus. Além disso, os jovens são os que menos aderem ao tratamento e que possuem maior proporção de carga viral no sangue.

Os dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2016, aproximadamente 830 mil pessoas viviam com o vírus no Brasil. Dessas, 694 mil (84%) foram diagnosticadas, 655 mil (79%) estão vinculadas a algum serviço de saúde e 563 mil (68%) seguem o tratamento.

As estatísticas também apontam que os jovens são os que apresentam os piores resultados em relação ao tratamento. Apenas 56% dos diagnosticados de 18 a 24 anos iniciaram tratamento com terapia antirretroviral. Destes, menos da metade apresenta supressão viral. Entre todos em tratamento há pelo menos seis meses, 91% atingiram supressão viral – quanto menor a carga viral, menor a possibilidade de transmissão do vírus.

“É preciso destacar a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento na luta contra o vírus HIV. Nosso Sindicato sempre fez parte desta luta e realiza, há mais de 20 anos, o Carnaval Sem Aids/DST para conscientizar a população, lutando também contra o preconceito e os tabus que cercam a doença. É fundamental que todos usem camisinha e que, em caso de dúvida, façam o teste para que possam iniciar o tratamento o mais rápido possível, diminuindo assim as chances de transmissão do vírus”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Segundo o relatório da ONU, o mundo tinha, em 2016, 36,7 milhões de pessoas infectadas pelo HIV, sendo que 19,5 milhões delas tinha acesso a tratamentos. Esses números mostram que, pela primeira vez, mais da metade dos pacientes está sendo atendida. O número de novas infecções também está em queda, ainda que em ritmo lento para conter a epidemia. No ano passado, 1,8 milhão de pessoas foram infectadas, o que significa uma nova infecção a cada 17 segundos. No Brasil, o número de infectados aumentou em 3% entre 2010 e 2016. No mundo, essa taxa sofreu contração de 11%.

O Brasil na Luta contra a Aids

Em âmbito nacional, a luta contra a Aids também merece destaque. Na definição dos temas mundiais, a ONU e a OMS levam em consideração os níveis de crescimento e controle de cada país. O Brasil, a partir da década de 1990, tornou-se referência mundial na luta contra a Aids, principalmente por garantir tratamento gratuito através do SUS nacionalmente, oferecendo medicamentos e acompanhamento médico, além de promover diversas campanhas para minimizar o contágio e diminuir o preconceito.

O 1º de dezembro, como Dia Mundial de Combate à Aids, foi instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1988 para conscientizar a todos sobre a pandemia de Aids no mundo e estimular o debate sobre a prevenção, tratamento e necessidade de acabar com a discriminação.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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