Nesta sexta-feira, 17, é comemorado o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia. Há 29 anos, após muita luta pelos direitos LGBT+, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como doença. A data, além de celebrar a diversidade, exalta a importância do enfrentamento à homofobia, à transfobia e todos os tipos de discriminação.

Os dados de violência contra a comunidade LGBT+ são cada vez mais assustadores. O relatório de 2018, divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) com informações de ONGs e redes sociais, aponta o Brasil como recordista no ranking de países que mais mata LGBT+ no mundo.  De acordo com a pesquisa, a cada 20 horas, um LGBT+ é morto ou comete suicídio no Brasil.

No ano passado, foram registradas 420 mortes por LGBTfobia, sendo que 100 delas foram caracterizadas como suicídio. Do total de mortes, 45,5% são gays, 39% trans, 12,5% lésbicas, 1,9% bissexuais e 1,2%, que são heterossexuais e foram confundidos ou saíram em defesa contra o crime.

O cenário, que já é grave, tende ainda a piorar diante da ascensão de discursos de ódio. Por isso, é fundamental lutar por uma educação inclusiva, que valorize a diversidade.

Criminalização da homofobia e da transfobia

O Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar, no dia 23 de maio, a proposta que enquadra a criminalização da homofobia e da transfobia na Lei dos Crimes de Preconceito e Discriminação Racial (Lei 7.716 de 1989).

A criminalização é mais um importante passo na luta contra os discursos de ódio e a violência motivada por orientação sexual e identidade de gênero.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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