bannerdiamundialaidsprincipal_1dez

Neste 1º de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Sindicato reforça a importância da prevenção e do tratamento no combate à doença. Há mais de 20 anos, a entidade vem realizando também o seu Carnaval Sem Aids/DST para conscientizar a população sobre os riscos, as formas de prevenção e a importância do diagnóstico para que tenha início o tratamento adequado.

A Aids é causada pelo vírus HIV, que destrói as células responsáveis pela defesa do organismo. Com isso, a pessoa fica vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas que podem surgir nos momentos em que o sistema imunológico da pessoa está enfraquecido.

A doença pode acometer homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens, adultos e idosos, independente de raça, situação econômica ou orientação sexual. Como ainda não existe vacina, a prevenção é imprescindível.

A transmissão pode ocorrer através de relação sexual sem uso de preservativo, compartilhamento de seringas, de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação, além de transfusão de sangue e derivados em locais onde não há controle dos bancos de sangue.

Portanto, é essencial que todos estejam atentos e que se previnam. No caso de diagnosticada a infecção, é fundamental que o tratamento seja seguido para garantir qualidade de vida e diminuir os riscos de transmissão.

Boletim epidemiológico

O boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 30 de novembro, estima que 827 mil pessoas estejam vivendo com HIV/Aids no Brasil. Destas, 715 mil já foram diagnosticadas e 455 mil estão em tratamento. Isto indica que 260 mil pessoas sabem que estão infectadas pelo HIV mas não estão se tratando e outras 112 mil têm o vírus e não sabem, por não apresentarem os sintomas.

A epidemia tem se concentrado, principalmente, entre populações vulneráveis e nos mais jovens. Entre as mulheres, os novos casos têm apresentado queda em todas as faixas etárias. Já entre os jovens do sexo masculino entre 20 e 24 anos, o número de casos a cada 100 mil habitantes mais que dobrou de 2005 a 2015, passando de 16,1 para 33,1.

Avanços

Os dados apresentados pelo Ministério da Saúde também trouxeram boas notícias. Nos últimos 20 anos, houve queda de 42,3% na mortalidade ligada à Aids, graças ao incentivo ao diagnóstico e ao início precoce do tratamento, antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas da doença.

Além disso, nos últimos seis anos, houve redução de 36% na transmissão vertical da doença, que ocorre de mãe para filho. Estes avanços também só foram possíveis graças ao aumento no número de testagens, além do reforço na oferta de medicamentos para as gestantes.

Compartilhe: