Na reunião mantida nesta terça-feira, 5, com a direção da CUT Nacional, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff acatou a proposta da dos trabalhadores para a realização de uma conferência nacional sobre o sistema financeiro e sugeriu que seja ampliada para discutir também os direitos dos consumidores. Dilma ordenou ainda ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que receba representantes dos bancários para discutir o processo de demissões e a reestruturação no sistema financeiro.

Dilma disse que as políticas econômicas e sociais do seu governo e do governo Lula ampliaram o poder de compra dos trabalhadores e de grande parte da população antes excluída. “Os serviços a que essa nova classe média passou a ter acesso são ainda muito caros e em geral estão acima dos padrões internacionais. Eles precisam não apenas ter as tarifas reduzidas, como proporcionar um melhor atendimento à população”, afirmou.

Audiência com o ministro da Fazenda

Os trabalhadores cobraram da presidenta Dilma o pedido de audiência ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, feito em dezembro do ano passado, logo após as demissões em massa no Santander, e reiterado no último dia 10 de janeiro. Ela solicitou que o ministro Mantega receba os representantes dos trabalhadores para discutir as demandas dos bancários.

Nas cartas enviadas a Mantega, os trabalhadores reforçaram a necessidade de debater o emprego no setor bancário, ameaçado com a redução de postos de trabalho nos bancos privados. A intenção é buscar medidas para garantir a proteção do emprego dos bancários e a defesa dos interesses da sociedade.

Voz dos trabalhadores no G20

Os trabalhadores também pediram que a presidenta Dilma ajude o movimento sindical a ter espaço e voz na próxima reunião de cúpula do G20, que acontece nos dias 5 e 6 de setembro, em São Petersburgo, na Rússia. Dilma disse que vai trabalhar para que uma delegação sindical internacional tenha direito de fala na próxima reunião do G20 e também para que os líderes sindicais sejam recebidos pelos chefes de Estado. Com a presidenta Dilma, a audiência já está garantida.

Fonte: Contraf-CUT com CUT

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