Os diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil divulgaram, nesta semana, o 7º boletim Prestando Contas Cassi, abordando as perspectivas e os desafios para o ano de 2015.

Entre os desafios, está a implantação de um Programa de Excelência do Relacionamento, cuja base é o Sistema Integrado de Serviços de Saúde da Cassi, que foi apresentado ao banco e às suas representações na gestão compartilhada no segundo semestre de 2014.

Confira, abaixo, o texto na íntegra:

Sistema de Saúde com Modelo de Atenção Integral, tendo associados e dependentes cadastrados na Estratégia Saúde da Família (ESF) e as CliniCASSIs como primeiro atendimento, é a melhor forma de evitar fraudes contra os Planos de Saúde e cirurgias desnecessárias e de risco aos participantes

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil inicia o ano de 2015 com grandes desafios e boas expectativas de avançar no modelo de sistema de saúde integrado, onde o conjunto de associados e participantes são cadastrados para serem cuidados ao longo de suas vidas, tanto na fase laboral quanto após suas aposentadorias.

Os gestores eleitos pelo corpo social desenvolveram e apresentaram ao Banco do Brasil e às suas representações na gestão compartilhada da Cassi um Programa de Excelência no Relacionamento, cuja base é o Sistema Integrado de Serviços de Saúde da Cassi.

Os diretores eleitos apresentaram ao longo do 2º semestre de 2014 as premissas do modelo para milhares de associados em Conferências de Saúde da Cassi, para os Conselhos de Usuários e para um grande número de entidades representativas do funcionalismo do BB. O Sistema Integrado de Serviços de Saúde é o que tem melhores resultados nas experiências mundiais como, por exemplo, Canadá, Inglaterra e Holanda.

Após a entrega do projeto por parte dos eleitos ao BB e aos gestores indicados pelo patrocinador, é hora de buscar os recursos para implantar o piloto em duas bases e seguir nos avanços internos na área da regulação e na relação com os prestadores de serviços de saúde.

Ao longo da última década, a Cassi recebeu recursos importantes depois da reforma do estatuto em 2007 e após a receita extraordinária oriunda da distribuição de superávits da Previ via BET. No entanto, durante este período em que entraram receitas extraordinárias, não se avançou no modelo de Atenção Integral à Saúde, através da Estratégia Saúde da Família (ESF) para o conjunto dos associados e dependentes e em todas as bases do país, tendo como referência as CliniCASSIs e uma Rede Referenciada estratégica em cada base.

Os eleitos propuseram na reunião do Conselho Deliberativo de dezembro, que discutiu o orçamento da Cassi para o exercício de 2015, que o BB faça contribuições extraordinárias no exercício de 2015 e 2016 para que o modelo seja implantado e a Cassi e o corpo social possam encontrar a sustentabilidade necessária, ficando menos à mercê de inúmeros fatores externos à Caixa de Assistência que apenas encarecem os procedimentos, sem trazer benefícios à saúde da população assistida e que estão gerando uma grave crise dos sistemas de saúde público e privado, no Brasil e no mundo.

Máfia de próteses e alguns profissionais da área médica colocam em risco a saúde das pessoas, dos planos de saúde e do próprio SUS

Reportagem no Fantástico denunciou neste início de ano máfias de fabricantes, vendedores e profissionais de saúde que atuam para ganhar milhões de reais em prejuízo de planos de saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a prática de realizar cirurgias desnecessárias colocando em risco a vida das pessoas.

Nós, gestores da Cassi, temos alertado sobre isso, partilhando informações e abrindo a nossa Caixa de Assistência para um trabalho conjunto entre a Cassi, as entidades representativas do funcionalismo, o próprio BB e os Conselhos de Usuários.

É fundamental que avancemos no Sistema Integrado de Serviços de Saúde da Cassi porque o modelo expõe menos os associados e familiares a essas máfias e maus profissionais que só querem auferir lucro às custas da saúde das pessoas. É hora de o patrocinador BB fazer o investimento necessário proposto pelos eleitos porque o modelo de saúde da Cassi protege a todos, independente  a função, idade e perfil epidemiológico.

Esclarecemos que a Cassi sempre buscou trabalhar com prestadores éticos e que seguem protocolos clínicos e cirúrgicos reconhecidos no mundo científico e que os nossos associados devem procurar se referenciar na Cassi, principalmente antes de se submeter a cirurgias ortopédicas, cardíacas e neurológicas.

A preocupação em cuidar das pessoas foi um dos motivos pelos quais a Cassi estabeleceu convênio de 2ª opinião com o Hospital Albert Einstein sobre cirurgias de coluna e com a BMF para 2ª opinião sobre cirurgias bucomaxilofaciais.

Essa gestão já evitou inúmeros casos de cirurgias inapropriadas, que poderiam expor a vida e a saúde de nossos participantes.

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