Em negociação realizada nesta segunda-feira, 24, em Brasília, sobre a proposta de metodologia para o uso do superávit do Saúde Caixa, os representantes dos empregados consideraram insuficientes os números apresentados pelo banco para que ocorra uma discussão transparente. O Saúde Caixa apresentou superávits consecutivos no decorrer dos últimos seus exercícios e o compromisso de apresentar a metodologia até 15 de dezembro foi firmado no aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015.

Os representantes dos empregados deixaram claro que apenas com a disponibilização dos dados será possível debater uma proposta que aponte para a melhoria do Saúde Caixa em nível de coberturas e de ampliação da rede credenciada e no setor de atendimento.

Uma das maiores queixas diz respeito à falta de transparência por parte da CAIXA na apresentação dos números. Durante a negociação desta segunda, só foram divulgadas informações anuais genéricas, impressas em folhas de papéis avulsas e sem o carimbo oficial do banco, o que compromete a análise dos números.

A reivindicação do movimento nacional dos empregados é para que todos os dados relativos a receitas e despesas do Saúde Caixa, desde a época em que o plano foi criado, em junho de 2004, sejam apresentados mês a mês. O pedido foi feito na negociação desta segunda-feira, mas a CAIXA afirmou não ter interesse em disponibilizá-los, sob o argumento de que esses valores são contábeis.

A bancada dos empregados no GT Saúde contestou essa posição e, diante das pressões, houve concordância dos representantes do banco em consultar a área responsável pela gestão do Saúde Caixa, para posterior divulgação de números mais detalhados. A resposta ficou de ser dada até a data de 15 de dezembro de 2014.

Composto paritariamente por representantes dos empregados e da Caixa, o GT Saúde busca refletir sobre o modelo de gestão do Saúde Caixa, para torná-lo cada vez mais equilibrado. Esse processo, no entanto, foi atropelado pelo período de contingência, entre março de 2005 e março de 2007.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Fenae

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