O documentário “Não Toque em meu Companheiro” será lançado em Belo Horizonte, nesta quinta-feira, 5 de março, às 20h, em uma sessão especial para convidados na Sala Humberto Mauro, no Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537). O longa conta a história de luta e solidariedade em torno de um grupo de 110 trabalhadores da CAIXA de unidades de Belo Horizonte, São Paulo e Londrina que foram demitidos durante o governo Collor.

Na sessão especial, estarão presentes membros da diretoria da Fenae, como o presidente Jair Ferreira, o vice-presidente Sérgio Taketomo e o diretor de Administração e Finanças, Cardoso.

Uma exibição aberta ao público também será realizada, no dia 4 de março, na Sala Humberto Mauro às 20h.

Dirigido por Maria Augusta Ramos (Guta) e produzido com apoio da Fenae, o filme narra a luta para manter, por meio de arrecadação de um percentual dos salários dos empregados, por um ano inteiro, os colegas demitidos. Além disso, aborda a discussão sobre a perda de direitos, a desvalorização do funcionalismo e a ameaça de privatização dos bancos públicos.

Os demitidos da CAIXA, por atos do então governo Fernando Collor de Mello, foram para a rua uma semana depois de terem concluído estágio probatório. Nem mesmo mulheres em licença-maternidade foram poupadas. As mobilizações foram mantidas até a reintegração de todos e o título do filme é o mesmo da campanha instituída para apoiar os demitidos em 1991.

Para Maria Augusta, trata-se de uma incrível história de solidariedade e luta dos empregados da CAIXA. “Também senti que seria um filme extremamente necessário, nesse momento pelo qual estamos passando no Brasil e no mundo, de ataque às relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores”, destacou a diretora do documentário.

As gravações ocorreram em Belo Horizonte (onde 50 trabalhadores foram demitidos); em São Paulo, (30) e em Londrina (30). O reencontro promovido por Guta para as gravações provocou emoção e lembranças do período de penúria, mas também promoveu discussões entre veteranos e jovens empregados da CAIXA.

“Esses momentos são o coração do filme, pela beleza da história que eles carregam, pela emoção do reencontro dos demitidos e pela urgência de falar sobre essa luta em um momento onde os direitos do trabalhador – mas não só – voltam a ser atacados”, destacou Maria Augusta.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae e Jornalistas pela Democracia

 

Compartilhe: