Foto: Leopoldo Rezende

Em assembleia realizada na sede do Sindicato, nesta segunda-feira, 24 de setembro, os bancários da base de BH e Região deliberaram pela continuidade da greve que entra no seu oitavo dia hoje e se mantém forte em todo o país.
Em Belo Horizonte e várias cidades da base territorial do Sindicato o movimento se ampliou e atingiu cerca de 84% das agências e departamentos da CAIXA que mantiveram suas atividades paralisadas, o mesmo acontecendo com 78% das agências e centros administrativos do Banco do Brasil. Já nos bancos privados, 119 agências mantiveram suas portas fechadas durante todo o dia de ontem.
Hoje às 13 horas os bancários fazem concentração em frente ao prédio da agência Século da CAIXA, na rua Carijós, esquina com rua Espírito Santo, no centro de Belo Horizonte, quando avaliarão os rumos da greve.
Em nível nacional, dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) dão conta de que as paralisações atingiram 9.386 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e Distrito Federal. As informações foram enviadas à Contraf-CUT até as 20h30 pelos 137 sindicatos e 10 federações que integram o Comando Nacional dos Bancários. Na sexta-feira, dia 21, haviam sido paralisadas 9.092 unidades no brasil inteiro.
A greve por tempo indeterminado foi deflagrada em assembleia realizada no dia 12 de setembro em resposta à intransigência dos banqueiros e das direções dos bancos federais que se recusam a atender as reivindicações da categoria. A proposta apresentada pelos bancos no dia 28 de agosto, de 6% de reajuste sobre todas as verbas salariais foi recusada pelos trabalhadores, pois significa aumento real de apenas 0,58%.
A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ressaltou a garra dos bancários, que nessa primeira semana de greve deram exemplo de determinação e fizeram com que o movimento se fortalecesse a cada dia. “Nessa primeira semana de greve, os bancários deram um show de mobilização e mostraram para os banqueiros que estão dispostos a tudo para que as nossas reivindicações sejam atendidas. Tanto foi assim, que nesta segunda-feira a greve se ampliou ainda mais paralisando mais agências da CAIXA, do BB e de bancos privados. Isto prova que quanto mais a greve se fortalece, mais os bancários tomam consciência de que este é o nosso mais poderoso instrumento de luta contra a intransigência dos bancos que se recusam a atender as nossas justas reivindicações”, frisou.
Confira as principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
Piso salarial de R$ 2.416,38.
PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
Jornada de 6 horas para todos
Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral.

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