Foto: Alessandro Carvalho

Em assembleia realizada no último dia 25, os mais de 450 bancárias e bancários de bancos públicos e privados que lotaram o auditório do Sindicato, rejeitaram a contraproposta dos banqueiros e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 30. A decisão foi uma reação ao desrespeito dos banqueiros que, após sete rodadas de negociação, não apresentaram uma proposta digna que atendesse as reivindicações da categoria.

A proposta apresentada pela Fenaban traz reajuste de 7% no salário (0,61% de aumento real), na PLR e nos auxílios refeição, alimentação e creche. Para o piso, o reajuste proposto foi de 7,5% (1,08% acima da inflação). Já as propostas apresentadas para as reivindicações não econômicas também deixaram de fora questões importantes ligadas ao emprego e às condições de trabalho.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ressaltou a importância da mobilização da categoria neste momento decisivo da Campanha Nacional, quando somente a participação de todos irá fortalecer o movimento e pressionar os banqueiros para que eles atendam as reivindicações da categoria. “Neste momento, a participação das bancárias e bancários é decisiva para que possamos sair vitoriosos da greve. Diante do desrespeito e do descaso dos banqueiros em relação às nossas reivindicações, não tivemos outra alternativa a não ser utilizarmos do nosso último e legítimo instrumento de luta, que é a greve. Vamos todos nos organizar nos locais de trabalho e mostrar, mais uma vez, que nossa garra, união e determinação irão mais uma vez garantir e ampliar avanços nesta campanha salarial”, destacou.

Foi também aprovada, para o dia 29 de setembro, uma assembleia para organização da greve. Ela será realizada na sede do Sindicato às 18h30 em primeira convocação e às 19h em segunda convocação.

Vamos juntos organizar a greve

Assembleia no dia 29 de setembro de 2014
Às 18h30 em primeira convocação e às 19h em segunda convocação
Na sede do Sindicato, na rua Tamoios, 611, no centro de Belo Horizonte

Confira as principais reivindicações da categoria:

Reajuste salarial de 12,5%

PLR de três salários mais R$ 6.247,00

Piso de R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese)

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional)

Melhores condições de trabalho
Fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários

Emprego
Fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, combate às terceirizações

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários

Auxílio-educação
Pagamento para graduação e pós

Prevenção contra assaltos e sequestros
Cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários

Igualdade de oportunidades
Fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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