Foto: Alessandro Carvalho

Contra as reformas da Previdência e trabalhista, contra a terceirização irrestrita e em defesa dos bancos públicos, bancárias e bancários da base de BH e região irão aderir à Greve Geral do dia 28 de abril. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta terça-feira, 18, na sede do Sindicato.

Com a aprovação em Assembleia, o movimento foi legitimado e os bancários estão habilitados a paralisar a prestação dos serviços no dia 28 de abril, ressalvados os trabalhadores que atuam em área de compensação bancária, que deverão organizar, juntamente com o Sindicato, um esquema especial de trabalho. Saiba mais sobre as questões legais da greve aqui.

Diversas categorias de trabalhadores de todo o país se mobilizam para paralisar suas atividades no próximo dia 28. A Greve Geral foi convocada pela CUT e outras centrais sindicais e deve mandar um recado claro ao governo Temer de que não serão aceitos retrocessos.

A pressão das ruas fez o governo recuar em alguns pontos da reforma da Previdência. Porém, a mobilização é necessária para enterrar de vez a proposta que, na prática, impedirá muitos brasileiros e brasileiras de se aposentarem.

Já a reforma trabalhista (PL 6787/2016) ameaça direitos consolidados e a organização dos trabalhadores. A terceirização irrestrita, já sancionada por Temer, é apenas uma amostra do que está por vir caso o PL seja aprovado.

A defesa dos bancos públicos também é pauta prioritária da categoria na Greve Geral. A intenção de desmonte da CAIXA e do Banco do Brasil já se manifesta através do fechamento de agências, reestruturações e programas de desligamento voluntário. Trabalhadores destes bancos já sentem na pele os efeitos da política de Temer e se mobilizam para defender o patrimônio dos brasileiros.

“No próximo dia 28, vamos mostrar ao governo Temer a capacidade de luta dos trabalhadores brasileiros. Vamos parar o país para dizer não à retirada de direitos. Não podemos aceitar que conquistas históricas obtidas com muita luta da categoria bancaria e de toda a classe trabalhadora sejam jogadas no lixo por um governo ilegítimo e corrupto. Nenhum direito a menos”, afirmou Eliana Brasil, presidenta do Sindicato.

 

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