O BDMG, em atitude de total desrespeito com seus funcionários e o movimento sindical, negou as reivindicações entregues pelo Sindicato em negociação realizada no dia 18 de fevereiro. Na ocasião, em que estiveram presentes o presidente do Sindicato, Cardoso, e os diretores Carlos Augusto Vasconcelos e Cléber Wolbert, a entidade entregou dois documentos ao banco: um exigindo o pagamento do PPR 2012 e outro com a pauta de reivindicações para 2013/2014.

O BDMG se recusou a pagar os valores estabelecidos no PPR 2012 alegando não ter atingido a meta de captação de clientes. No documento entregue, o Sindicato ressaltou a importância do trabalho dos funcionários e seu esforço para atingir os objetivos traçados pelo banco. Mesmo assim, o BDMG manteve sua intransigência e negou, por escrito, a reivindicação dos trabalhadores.

Na pauta específica de reivindicações dos funcionários para 2013/2014, constavam temas como a revisão do Plano de Cargos e Salários (PCS) e do processo de avaliação de desempenho, assim como a manutenção e ampliação dos programas de qualidade de vida e o pagamento de hora extra em viagens.

Confira a íntegra do documento sobre o pagamento do PPR 2012 e da pauta específica 2013/2014.

No documento em resposta ao Sindicato, o BDMG negou todas as reivindicações de forma desrespeitosa, demonstrando seu descaso com os trabalhadores.

O presidente do Sindicato, Cardoso, criticou a intransigência do banco e a falta de respeito com seus funcionários, parte de um projeto de governo que está em curso em Minas Gerais. “A política neoliberal implementada pelos tucanos em nosso estado prejudica o povo mineiro. A classe trabalhadora é quem paga o pato pela falta de investimentos em serviços básicos para a população. Enquanto vemos, nos bancos públicos federais, uma conquista histórica com a valorização e o aumento no número de postos de trabalho, o BDMG, que tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de Minas Gerais, trabalha com uma política de redução dos quadros. Nesse momento, é fundamental a organização dos trabalhadores para fazermos com que a máscara do ‘choque de gestão’ caia”, afirmou.

Confira, na íntegra, a resposta do banco.

PPR 2013

Durante reunião no dia 18 de fevereiro, o banco apresentou o PPR 2013 e afirmou que os pagamentos passarão a ser realizados de quatro em quatro meses, sendo o primeiro em maio de 2013. O Programa prevê, ainda, a diferenciação entre os funcionários com cargos de apoio – que devem receber 0,6 salário – e os que trabalham na área comercial – que devem receber 0,9 salário.

O Sindicato questionou o novo Programa e exigiu mudanças, por considerar abusivas as metas impostas pelo banco para o pagamento do PPR, fixadas sem a participação dos representantes dos trabalhadores. Além disso, assim como no ano passado, os trabalhadores questionaram a diferenciação nos pagamentos, que trata de maneira desigual os funcionários e gera divisões internas no BDMG.

Para o diretor do Sindicato, Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), o BDMG apresentou novamente um PPR que desrespeita seus funcionários. “Além das metas abusivas que o banco impõe para que seus funcionários tenham direito ao pagamento da participação nos resultados, o BDMG estabelece valores diferenciados com base no cargo ocupado pelos bancários, privilegiando alguns setores em detrimento de outros. Exigimos que o BDMG respeite seus funcionários e que elabore um Programa de Participação nos Resultados justo e com a participação dos trabalhadores”, afirmou.

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