Quem assiste hoje, no país, a vários ataques às nossas instituições democráticas é bom resgatar um pouco da nossa história de luta em defesa da democracia. Para a geração mais jovem, é bom lembrar que, em 1984, brasileiras e brasileiros foram às ruas pelo retorno das eleições diretas no Brasil. O movimento “Diretas Já” ocorreu em plena ditadura militar e mobilizou milhões de pessoas, em todo o país, que exigiam o direito de escolher os seus governantes pelo voto direto. Apesar de não ter sido bem-sucedido naquele ano, o movimento pressionou os militares pelo fim do regime que matou e torturou brasileiras e brasileiros que lutavam pela liberdade.

Nesta terça-feira de Carnaval, 25 de fevereiro de 2020, 36 anos depois das “Diretas Já”, o Brasil se assustou novamente com uma grave ameaça à democracia que partiu do próprio presidente da República. Eleito nas eleições de 2018, ele disparou, por meio do seu WhatsApp, uma convocatória para uma manifestação contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), a ser realizada no dia 15 de março.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro ameaça as instituições brasileiras ou ataca os princípios democráticos construídos pela Constituição Cidadã de 1988. O atual presidente já violentou a democracia e os direitos humanos ao homenagear um torturador, ao atacar minorias políticas e mulheres, ao defender grileiros e as ameaças à Amazônia, entre muitos outros exemplos.

Diante de tantos sinais autoritários, o Sindicato manifesta seu total repúdio às atitudes e políticas do presidente, que mostram seu desapreço pela democracia, pela liberdade, pelo Brasil e pelos brasileiros.

É fundamental destacar que as políticas adotadas pelo atual governo, com seu Ministro da Economia, Paulo Guedes, também visam beneficiar apenas uma pequena parcela da população. Com o discurso da privatização, do corte de gastos e do arrocho salarial, Bolsonaro deixa claro que os mais pobres e o combate à desigualdade não fazem parte de seus planos – ameaçando políticas sociais, a saúde e a educação públicas.

Para resistir, no dia 18 de março, trabalhadoras e trabalhadores de todo o Brasil realizam um Dia Nacional de Luta. A mobilização nos locais de trabalho e nas ruas terá como motes a defesa da democracia, da soberania nacional, do emprego e dos salários, das empresas públicas, da Amazônia e da agricultura familiar.

A união de todas as forças democráticas é urgente para combater o autoritarismo e defender um país justo, que seja verdadeiramente de todos e para todos os brasileiros.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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