Em matéria publicada no jornal digital Brasil 247 nesta quinta-feira, 9, o já nomeado ministro da Fazenda em um eventual governo de Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, defende a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira. Em um áudio divulgado pelo blog O Cafezinho, ele chega a dizer que não sabe bem “o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito”.

No trecho da apresentação, Armínio afirma que o modelo brasileiro formado por “três grandes bancos públicos em atuação”, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, “não é um modelo favorável ao crescimento, ao desenvolvimento” do país. “Sabemos, da nossa própria história e da história universal dos bancos públicos”, justifica.

É importante destacar que Fraga mente ao falar da “história” do crescimento, já que todos os países desenvolvidos cresceram com enormes investimentos públicos. E hoje, os países que mais crescem, são os que têm bancos públicos fortes, como a China.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ressalta que os bancos públicos são a salvaguarda da soberania econômica e política do país, além de serem instrumentos do povo para reduzir o spread bancário e os juros reais. “A afirmação do Ministro da Fazenda do candidato tucano é o prenúncio do desastre que seria o seu eventual governo para os trabalhadores. Nós conhecemos a política perversa defendida por Armínio Fraga que, quando foi presidente do Banco Central, elevou os juros para 45%. Sofremos na carne a política de desmonte dos bancos públicos no governo FHC, com o reajuste zero e a perseguição aos trabalhadores. Foi justamente a força da mobilização dos trabalhadores que impediu a privatização da CAIXA e do BB. Daí a importância e a necessidade de, novamente, nos unirmos numa grande corrente em defesa dos bancos públicos, essenciais para as políticas sociais e para o fomento do desenvolvimento do Brasil”, afirma.

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