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Bancárias e bancários do Itaú realizaram, nesta quinta-feira, dia 17 de novembro, mobilizações em todo o Brasil contra as demissões no banco. O Sindicato paralisou as atividades da agência João Pinheiro (1403), em Belo Horizonte, e realizou um ato em frente à unidade para chamar a atenção da população para a situação vivida pelos funcionários. Foram também espalhados cartazes por diversas agências de Belo Horizonte para denunciar o descaso do banco.

O Itaú lucrou R$ 5,394 bilhões no terceiro trimestre deste ano, mas continua fechando agências e demitindo. Nos últimos 12 meses, foram cortados 2.753 postos de trabalho e fechadas 207 agências no país.

Segundo análise do Dieese, a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas secundárias do banco foi de 151,2%. As receitas com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 8,8% em doze meses e somaram R$ 24,6 bilhões.

Mesmo com altíssimo patamar de rentabilidade, muito acima do que se verifica no sistema financeiro internacional – e lucrando muito em meio a profunda crise econômica que o país atravessa, o banco continua sem assumir o compromisso com o emprego dos funcionários. Os trabalhadores cobram responsabilidade social do banco para que o Brasil volte a crescer.

Para a funcionária do Itaú e diretora do Sindicato, Jacqueline Cardozo, é inaceitável que o Itaú, um dos bancos que mais lucram no Brasil, siga demitindo trabalhadores em todo o país. “Sabemos que para o Itaú não há crise, já que o banco continua obtendo lucros bilionários ano a ano. Apesar de fazer campanha falando sobre boas ações que ‘mudam o mundo’, o Itaú trata com descaso os trabalhadores brasileiros, corta empregos e aumenta a pressão nas agências, piorando as condições de trabalho para aqueles que ficam. O Sindicato continua em luta permanente para defender o emprego de funcionárias e funcionários”, destacou.

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