Em resposta às mais de 7.700 demissões  ocorridas no Itaú somente nestes últimos 12 meses, os funcionários do banco de todo o Brasil cruzaram os braços nesta quarta feira, 23, para protestar e exigir do banco mais respeito, o fim das demissões, da terceirização, do assédio moral, das metas abusivas e das condições precárias de saúde, mais segurança e melhores condições de trabalho.

Os bancários já não aguentam mais tanta pressão por cumprimento de metas absurdas que a todo momento são aumentadas.  Os funcionários estão entrando em pânico e adoecendo com as ameaças da direção do banco que toda hora alteram as regras das metas.

E o pior é que  o projeto para reestabelecer o Centro de Realocação,  anunciado pela nova direção de Recursos Humanos durante a reunião de 26 de março, desta vez ficou só na promessa. O projeto que foi  sugerido pelos representantes dos bancários no período da fusão entre Itaú e Unibanco e implantado à época tinha  alcançado resultados positivos.

A nova direção de RH sequer consegue cumprir o compromisso assumido pelo banco durante a reunião de 10 de fevereiro deste ano, quando protocolou o recebimento de nossa minuta de reivindicações para negociações quinzenais e prazo de conclusão até o final do primeiro semestre deste ano. Há um mês do término deste prazo, o banco não negociou nem o novo valor da PCR e nem o Auxílio Bolsa Educação para 2012.

Diante de tanta enrolação e demissões, os bancários realizaram este primeiro Dia Nacional de Luta de 2012 e mandam um aviso: “Se demitir e enrolar, o Itaú vai parar”. Os funcionários também reagiram contra a atitude do Superintendente Comercial do banco, Gamaliel,  que juntamente com seu fiel escudeiro, Hudson Bicalho, percorreram diversas agências paralisadas tentando intimidar os bancários.

Os representantes do funcionários ressaltaram que os trabalhadores são os verdadeiros responsáveis pelos lucros recordes do Itaú e não merecem ser intimidados, pressionados e tratados como máquinas e substituídos de forma constrangedora. “Eles querem respeito e valorização, com salários dígnos e igualitários”, enfatizaram.

A representação dos bancários do Itaú chama a atenção para o fato de que o banco gasta fortunas com campanhas publicitárias tentando passar para a opinião pública a falsa impressão que a instituição tem “responsabilidade social”, mas sequer  consegue colocar em prática este mesmo papel responsável para seus funcionários, que a todo tempo adoecem com  políticas assediadoras, implantadas por sua direção.

Nesta quarta-feira, 23, os bancários do Itaú paralisaram as agências 8531 BH Av Olegário Maciel, 3075 BH Paraná, 0637 BH Comércio, 3176 B Horizonte Pça Sete, 5601 BH Centro Av Amazonas, 8295 BH 7 de Setembro, 5604 BH Carijós, 8610 BH Mercado, 3158 BH Capital, 3038 B HTE /Tupis, 8342 BH Centro Tupis e 6626 BH Rua Espirito Santo.

 

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