Nesta quinta-feira, dia 12 de janeiro, quando a Caixa Econômica Federal completou 156 anos de história, os empregados do banco realizaram um Dia Nacional de Luta por melhores condições de trabalho e em defesa do banco 100% público. Os atos realizados em todo o país pediram ainda a retomada das contratações e o fim dos descomissionamentos arbitrários e do caixa-minuto.

Em Belo Horizonte, o Sindicato realizou manifestação, na agência Tupinambás (Rua dos Tupinambás, 462) e contou com a participação da diretora da Contraf-CUT e candidata a representante dos empregados no Conselho de Administração da CAIXA, Maria Rita Serrano. Durante o ato, foi distribuído jornal denunciando o desmonte do banco e abaixo-assinado pedindo apoio da população e dos empregados em defesa da CAIXA 100% pública e pela contratação urgente de mais empregados.

“Este Dia Nacional foi realizado antes da reunião entre a CEE/Caixa e os negociadores da empresa, prevista para o próximo dia 24 de janeiro, quando serão apresentados os resultados das discussões dos GTs que trataram de dois assuntos relacionados à RH 184: os descomissionamentos arbitrários e o caixa-minuto. A nossa luta é contra a continuidade da chamada reestruturação que inclui o fechamento das agências ditas deficitárias pela lógica exclusiva dos mercados, das agências digitais e da rede de operações”, destacou Eliana Brasil, presidenta do Sindicato, complementando que essas medidas fazem parte da estratégia para acabar com o papel social da CAIXA.

A mobilização desta quinta-feira foi definida pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) na mesa de negociações permanentes com a empresa, em reunião realizada no fim do ano passado.

O Dia Nacional de Luta ocorre no momento em que crescem os rumores de que a empresa vai lançar, neste mês, Planos de Apoio à Aposentadoria (PAA) e de Demissão Voluntária (PDV), com o objetivo de promover os desligamentos de pelo menos 10 mil empregados. Em diversas ocasiões no ano passado, o presidente do banco, Gilberto Occhi, admitiu a intenção de reduzir o quadro de pessoal em 10 mil funcionários, embora nada de oficial tenha sido divulgado até o momento pelo banco.

As medidas anunciadas pela atual gestão são contrárias à importância do banco para o país e caminha ainda na contramão da necessidade de fortalecer a empresa e assegurar melhorias nas condições de trabalho. O enxugamento do quadro funcional compromete a atuação da CAIXA, e é um ataque direto ao seu desempenho como instituição fundamental para o desenvolvimento do país.

Diante desses desafios, todos os empregados precisam fortalecer a mobilização, fazendo protestos e intensificando a pressão contra o desmonte do banco.