Fotos: Arquivo Sindicato

Nesta quarta-feira, 20, o Sindicato realizou ato com os funcionários do Banco do Brasil para protestar contra o novo Plano de Funções implantado pelo banco em janeiro. A manifestação, que se concentrou em frente ao prédio do Banco do Brasil na rua Rio de Janeiro, 750, no centro de Belo Horizonte, reuniu centenas de populares, além de dezenas de funcionários do próprio prédio e também dos prédios das ruas Guarani e Carijós.

Os bancários demonstraram sua indignação com o desrespeito promovido pela Diretoria de Pessoas do Banco do Brasil. No local da manifestação, foi instalada a “Porta do Inferno” para denunciar a vida infernal a que são submetidos os funcionários com as medidas unilaterais tomadas pelo banco.

Com a implantação do novo Plano de Funções, cerca de 22 mil funcionários poderão optar por manter os cargos de oito horas ou reduzir suas jornadas para seis horas. No entanto, além de ter elaborado unilateralmente todo o planejamento, o banco também está reduzindo salários dos funcionários que optarem pela redução da jornada.

Outro problema do plano está na substituição do Complemento Temporário de Valorização de Funcão (CTVF) pelo Complemento de Função de Confiança (CFC), para cargos de oito horas, e o Complemento de Função Gratificada (CFG), para os cargos de seis horas. A medida traz prejuízo nas promoções futuras por mérito e por tempo de serviço, pois demorará mais tempo para compensar o CFC e CFG, que após liquidados garantem aumento de salário bruto nas promoções.

O Banco do Brasil obrigou dezenas de milhares de funcionários que ocupam cargos de analistas, assessores e cargos técnicos a assinarem um termo abusivo, que muda o nome de funções e suas atribuições. Foi dado um prazo de seis dias aos funcionários e, caso não houvesse assinatura, o bancário seria descomissionado e voltaria a ser escriturário.

A assinatura do termo é uma manobra do Banco do Brasil para tentar neutralizar futuras ações judiciais, sob uma possível alegação de que os bancários aceitaram trabalhar as oito horas. No entanto, a assinatura do documento está sendo feita à base de ameaças de descomissionamento.

Para o funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato, Matheus Coelho, o novo plano desrespeita os trabalhadores e as conquistas dos bancários. “O Banco do Brasil incluiu neste novo plano várias mudanças que retiram importantes conquistas dos funcionários nos últimos dez anos. É absurdo que o banco tome estas medidas unilateralmente e lutaremos de todas as maneiras possíveis para garantir nossos direitos”, afirmou.

A diretora de Cultura do Sindicato, Eliana Brasil, ressaltou a importância da “Porta do Inferno”, como uma forma séria e lúdica de atrair a atenção da população para os problemas do banco. “Quero destacar aqui a intensa participação da população que de maneira espontânea participou do ato ao passar pelo local. Centenas de pessoas manisfestaram seu apoio à ação do Sindicato e demonstraram a sua indignação ao tratamento desumano dispensado pelo banco aos seus funcionários e clientes. Com a “Porta do Inferno”, demonstramos o descaso do Banco do Brasil – que é um banco público – para com a população e denunciamos o inferno em que a instituição vem transformando a vida de seus funcionários, clientes e usuários”, explicou.

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