Como atividade do Dia Nacional de Luta em Defesa da Cassi, o Sindicato realizou nesta quinta-feira, 18 de outubro, um ato em frente ao prédio da unidade do Banco do Brasil na rua da Bahia, 2.500 em Belo Horizonte.

O banco realizou entre o final de setembro e início de outubro uma consulta aos associados da Caixa de Assistência (Cassi) dos funcionários com a intenção de que os associados aprovassem mudanças estatutárias propostas pelo Banco do Brasil e pela direção da Cassi. Cerca de 70% dos associados da Caixa de Assistência dos funcionários rejeitaram as mudanças. Os funcionários querem que o banco retome as negociações.

“A retomada das negociações é necessária e urgente. O banco falou o tempo todo sobre a pressa que a Cassi precisa, mas a estratégia errada atrasou ainda mais o processo. Cada dia sem negociação aumenta ainda mais a margem para decisões atabalhoadas da direção da Cassi. O nome do banco está sendo desgastado pela direção da Cassi e a ordem das coisas precisa ser restabelecida com a retomada das negociações”, disse Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Descomissionamentos

Os trabalhadores estão apreensivos com uma nova onda de descomisionamentos e perda de função pelos funcionários, que levam em conta apenas a avalição do próprio gestor sem que seja considerado o mecanismo próprio de Gestão de Desempenho Profissional por Competência e Resultados (GDP). Eles querem que seja retomada a avaliação por meio da GDP, modelo construído com a participação dos funcionários e entidades representativas da categoria, com o investimento de milhões de reais pelo banco.“Precisamos denunciar os descomissionamentos arbitrários para garantir a segurança dos funcionários e a aplicação correta da GDP”, afirmou Wagner Nascimento.

Para o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Helberth Ávila, o ato foi importante tanto pela quantidade de funcionários que participaram, quanto pela oportunidade que os representantes do Sindicato tiveram de esclarecer a importância e a necessidade de pressionar o Banco para que volte a negociar as questões pertinentes ao plano de saúde. “ Exigimos que o BB dê uma resposta institucional sobre a forma irresponsável que alguns gestores estão conduzindo a avaliação por competência dos funcionários, ao arrepio do que foi acordado. Isso tem causado incertezas e adoecimentos dos bancários, devido ao aumento brutal da pressão pelo cumprimento de metas e pela instabilidade que a possibilidade de descomissionamento com redução salarial provoca nos trabalhadores”, afirmou.

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