Como se não bastassem os problemas já enfrentados por funcionários do Banco do Brasil, a direção da instituição mostra, cada vez mais, sua incompetência na gestão do maior banco do país. Ao mesmo tempo que adota medidas que prejudicam os funcionários no intuito de aumentar os lucros, o Banco do Brasil investe em eventos que estimulam gestores a cobrarem metas abusivas dos bancários.

O encontro com os gestores da regional de Minas Gerais ocorreu na última semana de março em Florianópolis. Foram marcados, também, os encontros com os gestores paulistas, nos dias 4 e 5 de abril, e do Nordeste, no dia 8.

Os eventos, chamados de “esquenta das torcidas”, que alegam “levar muita energia e mostrar unicidade de time”, na realidade representam a pressão para que os funcionários cumpram metas cada vez mais abusivas e abrem caminho para o assédio moral praticado pelos gestores, com ameaças e adoecimento dos bancários.

Para o funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato, Wagner Nascimento, o problema não está no fato de o banco fazer seus eventos, e sim em fazê-los para impor conceitos de gestão que incluem metas abusivas. “Estas cobranças provocam adoecimento e trazem o pânico do descomissionamento aos funcionários. O banco também mostra gestão temerária quando reduz salários e retira direitos dos funcionários para pagar o alto custo das viagens em resorts à beira da praia. O Sindicato continuará com a mobilização e a luta pelos direitos dos funcionários e contra os abusos do BB”, afirmou.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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