Foto: Guina Ferraz

Em audiência de mediação realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT), na terça-feira, 2, em Brasília, para tratar da reestruturação no Banco do Brasil e da prorrogação do prazo de complementação dos salários dos funcionários remanejados, o banco informou que ainda não estão concluídos todos os estudos necessários. Segundo o BB, novas medidas de movimentações e realocações de funcionários serão anunciadas até o final de maio, quando o banco também responderá, de forma definitiva, sobre a extensão da VCP por um prazo maior. A VCP (Vantagem de Caráter Pessoal) é uma verba que mantém a remuneração dos funcionários que perderam cargo devido ao processo de reestruturação.

“Havia uma expectativa dos funcionários sobre a extensão da VCP que não se concretizou. Esperamos que, até o início de junho, o banco dê resposta positiva quanto a isso”, afirmou Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.

Os representantes dos funcionários reivindicam VCP Permanente até que todos sejam realocados em funções e salários equivalentes aos de antes da reestruturação. O Ministério Público recomendou, em audiência, a extensão da VCP por 12 meses.

Durante a audiência, foi novamente cobrado do BB um quadro geral com o percentual de perdas salariais por cargo e por estados. Os trabalhadores solicitaram, ainda, que os caixas que estejam substituindo frequentemente sejam nomeados e que sejam criadas vagas de caixas em agências onde existam funcionários exercendo a função de caixa.

O BB apresentou o quadro atual de 2.189 funcionários em VCP total, ou seja, que perderam o cargo e não foram realocados em nenhuma função.

Para Wagner Nascimento, a audiência não trouxe fatos novos além da discussão sobre as vagas de caixa.

Súmula 37

“Também cobramos, mais uma vez, sobre a incorporação da função administrativamente nos moldes da Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas o banco manteve seu posicionamento de não negociar este tema”, informou Wagner.

A Contraf-CUT já está tomando medidas judiciais para garantir a proteção salarial dos funcionários que perderam cargos, dentro do conceito de proteção da remuneração previsto na Súmula 372 do TST, e continuará cobrando as realocações dos funcionários em cada base.

Os representantes dos bancários cobraram, também, a reativação da função de Gerente de Negócio nas agências de varejo, uma vez que as atribuições do cargo estão sendo transferidas para os Gerentes de Serviço.

Uma nova rodada de negociações entre sindicatos e BB está agendada para o dia 1º de junho, antes da audiência no MPT, que foi marcada para o dia 2 de junho, às 10h em Brasília.

Clique aqui e veja a ata da reunião.

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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