Representantes do Sindicato se reuniram, nesta terça-feira, 3, em Brasília, com o Banco Central para discutir a situação de bancários e bancárias após a liquidação extrajudicial do Banco Rural. Os representantes do BC asseguraram direitos de trabalhadores e explicaram os motivos que levaram à liquidação.

Participaram da reunião o presidente do Sindicato, Cardoso, o funcionário do Banco Rural e diretor do Sindicato, Paulo Barros, e o diretor do Sindicato e secretário de Relações Sindicais da Contraf-CUT, Carlindo Abelha, que representou o presidente da Confederação, Carlos Cordeiro, que se encontrava na Câmara dos Deputados nos protestos contra a PL 4330. Representando o BC, estavam o chefe do Departamento de Liquidação Extrajudicial, Dawilson Sacramento, e o procurador chefe do Banco Central, Jefferson Siqueira.

Os dirigentes sindicais cobraram do BC explicações sobre a decisão de liquidar extrajudicialmente o Banco Rural. A instituição informou que a situação do banco era insustentável e que o Rural já estava sendo auditado, tendo sido definida então a opção pela liquidação.

Os representantes dos funcionários pediram também um posicionamento em relação à situação dos trabalhadores do banco em todo o Brasil. O Banco Central afirmou que serão preservados todos os direitos dos trabalhadores e que serão pagos todos os acertos equivalentes a até 150 salários mínimos. Os trabalhadores que não foram demitidos terão seus direitos garantidos da forma como previstos nas convenções e acordos coletivos durante o processo de liquidação, tendo também garantido o pagamento do acerto de até 150 salários mínimos no momento da rescisão.

O Banco Central garantiu ainda que não haverá dispensa de funcionários que estejam em qualquer tipo de estabilidade. Em Belo Horizonte, não houve nenhum caso deste tipo de dispensa indevida e, se houve em alguma outra região do país, o caso será revisto.

Para o funcionário do Banco Rural e diretor do Sindicato, Paulo Barros, a reunião foi importante para assegurar que os trabalhadores terão seus direitos garantidos. “É fundamental garantir os direitos dos bancárias e bancários do Banco Rural, sejam os que já foram demitidos, os que serão dispensados durante a liquidação ou aqueles que estão em estabilidade. Continuaremos atentos para assegurar que os compromissos do BC sejam cumpridos e que todos recebam o que é de direito no processo de liquidação”, afirmou.

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