Foto: Seeb-SP

 

Representantes dos trabalhadores conquistaram compromissos importantes para os empregados da CAIXA durante uma audiência com o presidente e vice-presidentes do banco na manhã desta terça-feira, 26. Entre os principais pontos tratados, estão a manutenção da mesa de negociação permanente, a data para divulgação do balanço 2018, a contratação de aprovados em concurso e a abertura de novas agências.

Na reunião, os bancários foram recebidos pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, e pelos vice-presidentes de Gestão de Pessoas, Roney de Oliveira Granemann, e de Clientes, Negócios e Transformações Digitais, Valter Gonçalves Nunes.

A audiência foi marcada após o Dia de Luta realizado pelos empregados da CAIXA, em 15 de março, que mostraram em todo o país o seu descontentamento em relação a diversos pontos relacionados à nova gestão do banco.

O primeiro deles tem a ver com a valorização e a manutenção da mesa permanente de negociação e da negociação coletiva, as quais Pedro Guimarães se comprometeu em respeitar e manter.

Sobre as manobras no balanço da CAIXA que foram noticiadas pela imprensa, o que afetaria diretamente o lucro do banco e a PLR dos trabalhadores, Guimarães não confirmou as informações e garantiu que o balanço será divulgado até sexta-feira, 29. Na sequência, deve ser paga a PLR dos empregados.

O presidente da CAIXA ainda revelou que pretende realizar um Plano de Demissão Voluntária, oportunizando que bancários que já estão aposentados e que terão idade de aposentadoria, por exemplo, se demitam voluntariamente.

“Cobramos também a contratação dos concursados de 2014, em que somos assistentes em uma ação civil pública. O presidente afirmou que existe a possibilidade de um acordo no processo, até o limite de contratações estabelecido pela regra atualmente, em que a Caixa pode ter no máximo 87 mil empregados”, ressaltou Dionísio Reis, que coordena a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), lembrando que este acordo só aconteceria depois da realização do PDV.

Descomissionamentos

Os dirigentes da CAIXA também foram questionados sobre os descomissionamentos que têm atingido desde a Matriz até superintendentes. Para Guimarães, o processo tem ocorrido com tranquilidade, respeitando as carreiras e sem reclamações.  Os representantes dos trabalhadores reforçaram uma antiga reivindicação dos empregados: que os processos seletivos internos e os descomissionamentos tenham critérios transparentes e objetivos, para acabar com as arbitrariedades no processo.

Sobre o fechamento de agências, Pedro Guimarães confirmou que algumas serão fechadas, mas que há planos de abertura de novas unidades, atendendo a cobrança do movimento sindical sobre a importância da CAIXA em bairros mais distantes ou cidades pequenas, sem nenhuma outra opção de atendimento bancário. Ele também revelou que serão abertas 7 mil novas lotéricas no país.

Privatização

O principal ponto de discordância durante a reunião foi relacionado às notícias de privatização do banco. Para o presidente, não há plano de privatização do banco, porém há a intenção de abrir o capital de diversas áreas, como a Caixa Cartões e a seguradora, e que isso seria uma posição do governo Bolsonaro.

Os trabalhadores têm deixado claro que a venda de ativos representa a privatização do banco. Por isso, destacaram que estão abertos a negociar a melhoria das condições de trabalho dos empregados, mas não a venda e o fatiamento da CAIXA.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com SP Bancários

 

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