Depois de receber inúmeras denúncias dos empregados da CAIXA de inviabilidade para se inscreverem nos processos seletivos internos abertos, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) cobra a suspensão dos processos seletivos internos e a interrupção dos prazos processuais dos processos disciplinares e de apuração ética, além da consequente suspensão desses processos, até a normalização das atividades funcionais.

O objetivo é garantir que todos os empregados consigam participar e concorrerem às vagas se quiserem. Assim como possam se defender devidamente.

Os relatos são de instabilidade na ferramenta eletrônica de inscrições nos PSIs, que por vezes fica fora do ar ou trava, o que impossibilita a inscrição nos PSI’s ou mesmo de equipamento para acesso à rede. As instabilidades do sistema e a ausência de acesso à rede fornecimento de certificados eletrônicos pela CAIXA impossibilitam a observação dos princípios da isonomia, da legalidade, da impessoalidade, da publicidade e da eficiência.

Reestruturação

Da mesma forma, os representantes dos empregados enviaram ofício ao presidente do banco, nesta terça-feira, 31 de março, para reivindicar a suspensão de todos os atos decorrentes da reestruturação em curso. A intenção é impedir prejuízos aos bancários no atual estado de Calamidade Pública, reconhecido pelo Congresso Nacional por meio do Decreto publicado em 20 de março de 2020.

“O atual cenário mundial tem deixado todo mundo num enorme estado de aflição e de incertezas. Para os bancários, é ainda pior, porque, além da ansiedade da pandemia, ainda tem mudanças quanto à reestruturação da empresa”, afirmou Fabiana Uehara Proscholdt, representante da Contraf-CUT nas negociações com o banco.

“A situação pede prudência e sensatez a qualquer empregador, especialmente naquilo que pode alterar as relações de trabalho já estabilizadas. É fundamental levar em consideração também que algumas medidas dependem da manifestação dos empregados, que – em sua maioria – estão em situação de instabilidade emocional”, completou Fabiana.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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