A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) está preocupada com o andamento do Processo de Seleção Interna por Competência (PSIC) na CAIXA, que está sendo realizado desde abril deste ano. O motivo são as inúmeras denúncias sobre problemas na aplicação das provas para vagas de assistente e consultor. O Sindicato tem visitado as unidades de trabalho em sua base para verificar a situação.

As maiores reclamações estão relacionadas a situações de conteúdo diferente do solicitado para ser estudado, dificuldades na visualização da prova, questões erradas e mal redigidas, e a não permissão de recursos, revisão ao conteúdo e resultados dos testes. Irregularidades também estão sendo identificadas quanto à completa falta de transparência na realização das provas, que são eletrônicas e podem ser objetos de fraudes na consulta de material de estudo. Há a informação de que alguns candidatos teriam recebido ajuda para responder às questões.

A sistemática atual tem resultado, inclusive, numa quantidade pequena de aprovados. Na última reunião da mesa permanente de negociação, em 26 de maio, os representantes dos empregados reivindicaram a retirada da trava de seis meses para garantir que os não aprovados que se sentirem prejudicados possam se inscrever em novo processo.

O banco informou que não há uma trava para o empregado participar novamente do PSIC, mas explicou que o modelo atual prevê a realização de apenas uma prova de conhecimento por semestre. Sobre o processo em andamento desde abril, a CAIXA disse que não identificou situações de descontentamento geral, e ainda que o não fornecimento de espelho das avaliações e a não interposição de recursos são práticas de mercado que garantem a aplicação dos certames com grande frequência no banco.

As entidades representativas reivindicam que todos que participam do PSIC possam saber o que acertaram e erraram nas provas e orientam que os empregados que se sentirem prejudicados registrem a insatisfação nos canais oficiais da CAIXA.

Empregados querem discutir PSIC

Para a CEE/Caixa e as entidades representativas, é fundamental que a CAIXA volte a discutir o PSIC com a categoria. Uma das conquistas da Campanha Nacional de 2013 foi a criação de uma comissão paritária para avaliar e sugerir melhorias no processo. A primeira reunião foi realizada em dezembro daquele ano e, após três encontros, os trabalhos foram encerrados porque não houve empenho do banco para atender às reivindicações dos empregados.

Uma das resoluções do 31º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado em São Paulo entre os dias 12 e 14 de junho, foi a de criação de comitê de acompanhamento dos PSIC e do banco de habilitados, oportunidades e sucessores, com a participação dos trabalhadores e um membro da Gipes.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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