Os empregados da CAIXA iniciam o ano de 2017 conscientes de que a somente a mobilização dos trabalhadores será capaz de barrar as arbitrariedades da direção do banco e as tentativas de desmonte pretendidas pelo desgoverno Temer.

Mais uma vez os bancários protestarão contra mais ataques aos seus direitos duramente conquistados realizando no dia 12 de janeiro, um Dia Nacional de Luta, quando a CAIXA completa 156 anos de existência. A data foi definida em reunião da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), realizada em 20 de dezembro.

A manifestação visa reforçar a importância de se ampliar a campanha em defesa dos bancos públicos e da CAIXA 100% pública. A avaliação é que essa é a grande luta da categoria, e o envolvimento da população será fundamental para o sucesso da mobilização. Para isso, serão organizados abaixo-assinados junto à sociedade, em todo o país, que serão levados à direção e ao presidente do banco e às autoridades.

A CEE/Caixa discutiu propostas de mobilização e vai estimular os sindicatos na realização de plenárias para debater com os empregados a postura da CAIXA nos temas tratados nos Grupos de Trabalho (GTs) que discutem os descomissionamentos e o Caixa Minuto.

Descomissionamentos

A CEE/Caixa avaliou que o combate contra os descomissionamentos deve ter prioridade. No GT, a CAIXA insiste em impor de forma arbitrária a versão 33 do RH 184. As propostas apresentadas pelos representantes dos trabalhadores no GT são resultado de amplo debate em todo o país e nos congressos dos empregados, por isso os empregados continuarão a lutar pela implantação dessas demandas, apesar da intransigência do banco.

A CAIXA propôs que as indicações para os descomissionamentos devem ser aplicadas em dois momentos, com intervalo de, no mínimo, 60 dias, dentro do período de 730 dias, observada a recorrência dos fatos que levaram ao primeiro apontamento. A base deve avaliar essa proposta.

A representação dos empregados é contra a empresa dar a prerrogativa a indivíduos para descomissionar de forma sumária empregados que construíram uma história na CAIXA e com suas carreiras ajudaram o banco a crescer.

Caixa minuto

Em relação ao GT que discute o Caixa Minuto, foi ressaltado que os debates terminaram sem qualquer apresentação de proposta, com a CAIXA negando-se a rever uma política que restitua a dignidade da função de caixa. A CEE Caixa reforçou que o Caixa Minuto ameaça não só a existência da função, prejudicando o trabalhador, como afeta negativamente a população e a função social desempenhada pela instituição.

A CEE Caixa denuncia que as ameaças são muitas e ressalta que somente a mobilização dos empregados poderá constituir uma resistência contra esses ataques. No dia 12 de janeiro, Dia Nacional de Luta, todos os empregados terão a oportunidade de mais uma vez protestar contra as arbitrariedades da direção e deixar claro que não irá aceitar qualquer tentativa que atente contra o caráter social e 100% público da CAIXA. Por isso a participação de todos nesse protesto nacional será fundamental.

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