Nada de reestruturação! O que os trabalhadores da CAIXA querem é mais contratações e melhores condições de trabalho nas unidades. Este será o recado que a categoria dará em todo o país durante o Dia Nacional de Luta, programado para esta quinta-feira, 24 de março, em protesto contra o desrespeito e descaso do banco. Em Belo Horizonte, a concentração será realizada em frente à CEHMA, na rua Pouso Alegre, 2342, a partir das 12h.

A mobilização é uma das ações definidas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) em reunião realizada, no dia 15 de março, na sede da Fenae em Brasília.

Os representantes dos empregados protestaram contra a reestruturação, que está sendo imposta pela CAIXA de forma arbitrária e sem diálogo. Em negociações com o banco, os trabalhadores têm cobrado o cumprimento do que foi acordado com a categoria, garantindo a contratação de mais empregados para colocar fim à sobrecarga de trabalho nas unidades de todo o país.

A Comissão dos Empregados reuniu-se extraordinariamente para debater estratégias de mobilização contra as medidas de reestruturação anunciadas pela presidente do banco, Miriam Belchior, no dia 10 de março. No encontro, também foi avaliada a repercussão desse processo nas unidades de todo o país. Segundo relatos dos membros da CEE, o clima é de apreensão e empregados estão amedrontados, por conta da falta de informações claras de como se darão as modificações.

Na reunião que teve em 10 de março com dirigentes de entidades do movimento sindical e associativo, Miriam Belchior não passou detalhes sobre o modelo de reestruturação e se negou a ouvir as argumentações dos representantes dos empregados. No mesmo dia, uma mensagem do Conselho Diretor foi repassada aos trabalhadores, informando sobre o início do processo, mas sem esclarecer sobre o que realmente seria feito a partir daquela data.

No texto enviado aos cerca de 96 mil trabalhadores, a CAIXA comprometeu-se apenas com o asseguramento estendido por 60 dias; a incorporação de função segundo as regras vigentes; e avaliação de perfil e reambientação do empregado. No comunicado, porém, o banco não informou o número de trabalhadores envolvidos, quais unidades serão afetadas e ainda se haverá descomissionamentos.

A CEE/Caixa condenou a postura da direção, que adota medidas que podem comprometer a atuação do banco.

Segundo a CAIXA, o modelo de reestruturação começou a ser elaborado no final de novembro de 2015. Apesar dos inegáveis impactos na vida da categoria, está sendo executado unilateralmente e arbitrariamente.

“Iremos mais uma vez às ruas para exigir que a CAIXA respeite seus empregados e empregadas. Queremos transparência na gestão, mais diálogo com os trabalhadores e o cumprimento do que foi acordado com a categoria”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

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