Empregadas e empregados da CAIXA, em todo o Brasil, continuam mobilizados para defender o banco 100% público contra as ameaças de fatiamento e privatização. Nesta terça-feira, dia 28 de maio, os trabalhadores realizam mais um Dia Nacional de Luta em Defesa da CAIXA.

Em Belo Horizonte, o Sindicato promoverá um ato, a partir das 10h, em frente à Agência Tupinambás, na rua dos Tupinambás, 462, Centro. Bancárias e bancários pretendem conscientizar a população sobre os ataques que a CAIXA sofre do governo Bolsonaro e sobre a importância do banco público para o desenvolvimento do país.

A ideia de privatização das estatais não é nova. Durante o governo FHC, entre 1995 e 2002, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, prometeu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a eliminação dos bancos públicos, seja pela privatização ou pelo enfraquecimento. Foi a mobilização dos empregados que impediu, àquela época, o desmonte da CAIXA.

Agora, porém, reforçam-se as ameaças com Bolsonaro no poder. Desconsiderando o papel estratégico e histórico da CAIXA para o Brasil, o governo anuncia planos de fatiamento e de venda de ativos do banco, prejudicando seu papel social e sua atuação no combate à desigualdade. Entre as medidas, estão o leilão da Lotex, a venda da participação no IRB Brasil, a promessa de venda da área de cartões e a preparação da venda da participação na Petrobras.

A política de desmonte também já atinge diretamente os empregados. Nos últimos 12 meses, a direção do banco fechou 37 postos de atendimento e 25 agências, além de cortar mais de 5 mil postos de trabalho. De 2014 para cá, o número de empregados na CAIXA caiu de 101 mil para 84 mil, colocando em risco também o atendimento à população. E o cenário pode ficar ainda pior com o anúncio de um novo programa de demissão voluntária (PDV), que pretende cortar mais 3,5 mil postos de trabalho.

Neste cenário, é fundamental e urgente defender a CAIXA 100% pública. O banco é responsável pelo pagamento de diversos programas sociais e administra os recursos do FGTS. Além disso, responde por grande parte do crédito imobiliário no Brasil. Em 2015, a CAIXA foi responsável por mais de 75% do crédito imobiliário concedido à população, direcionando mais de R$ 370 bilhões para essa finalidade. Para efeito de comparação, no mesmo ano, Itaú, Santander, Bradesco e HSBC juntos responderam por R$ 86 bilhões.

“Queremos o fortalecimento da CAIXA e de seu papel social para que ela siga fomentando o desenvolvimento do Brasil. A política de desmonte, que se instalou no governo Temer e agora foi aprofundada por Bolsonaro, representa um ataque às políticas sociais que tanto contribuíram para reduzir a desigualdade social. Estamos na luta para defender a CAIXA 100% pública como um banco a serviço do povo brasileiro”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

 

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