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O Sindicato dos Bancários de BH e Região realizou, nesta quarta-feira, 3, Dia Nacional de Luta na CAIXA, ato em frente à agência Tupinambás do banco, no centro de Belo Horizonte. Os trabalhadores protestaram contra a retirada de direitos, em defesa da CAIXA como banco 100% público, a serviço dos brasileiros, e para exigir mais contratações, para colocar fim à sobrecarga de trabalho nas unidades e melhorar o atendimento.

A CAIXA está presente na vida de todos os brasileiros e tem papel fundamental nas políticas de inclusão social e de diminuição da desigualdade. O banco público é o atual responsável pelo FGTS, pela execução de programas como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, além de financiar ações de saneamento básico, infraestrutura e educação, garantir crédito consignado à população de baixa renda e oferecer taxas abaixo dos valores de mercado.

Porém, com a chegada do governo interino de Michel Temer, este importante patrimônio do povo brasileiro se vê mais uma vez ameaçado pela ganância do setor privado. Ignorando a importância do banco e de seus trabalhadores para o desenvolvimento do Brasil, Temer ataca direitos e planeja um verdadeiro desmonte.

Atualmente, bancos privados já se mobilizam para retirar o monopólio do FGTS das mãos da CAIXA. Com isso, pretendem que o banco fique sem recursos para continuar exercendo seu papel social, o que pode levar à sua privatização ou mesmo extinção.

O governo Temer já congelou recursos que financiavam moradias para a população mais pobre, ao mesmo tempo em que ampliou o acesso ao crédito habitacional para imóveis de até R$ 3 milhões. Além disso, visa reduzir o alcance do Bolsa Família e cortar o benefício de cerca de 10 milhões de famílias. Isto representaria um imenso prejuízo para o país, já que o programa foi responsável por retirar 36 milhões de pessoas da miséria, garantindo também que o Brasil saísse do Mapa da Fome da ONU.

Trabalhadores da CAIXA também já sentem na pele os efeitos desta gestão perversa. O normativo RH 184, em vigor desde 1º de julho, facilita a dispensa “motivada” de função, de forma totalmente subjetiva, sem apuração prévia dos fatos e que retira o direito do empregado de incorporar função pela via administrativa. O banco acabou, ainda, com a nomeação de novos caixas, criando a figura do caixa minuto que, na prática, representa o deslocamento de outro empregado para esta atividade, com a exclusão também do adicional por “quebra de caixa”.

“Estas medidas representam o início de um possível desmonte deste patrimônio dos brasileiros. Por todos estes motivos, estamos em luta permanente para defender direitos, a atuação social da CAIXA 100% pública e exigir mais contratações, para melhorar as condições de trabalho e garantir atendimento de qualidade a toda a população. Só a luta te garante”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Confira, abaixo, mais fotos do ato:

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