Os empregados da CAIXA recebem nesta sexta-feira, dia 20 de fevereiro, o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A antecipação foi anunciada pelo banco nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, após reivindicação da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) feita em carta encaminhada ao presidente Jorge Hereda no último dia 12.

A CAIXA creditará a segunda parcela da PLR com base no lucro de R$ 7,1 bilhões obtido no ano passado. O aditivo ao acordo coletivo 2014/2015 prevê que o benefício seja pago até 31 de março.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ressalta que a PLR na CAIXA é uma conquista histórica do movimento dos empregados. “Com muita luta, garantimos a PLR, como se conhece hoje, em 2003. Até o fim do governo FHC, o que existia era um plano atrelado às metas, a PRX, que beneficiava apenas o alto escalão do banco e deixava a maior parte dos empregados sem receber nada”, afirmou.

É importante ressaltar que, apesar do empenho e esforço dos trabalhadores, as condições de trabalho no banco ainda têm muito que melhorar. Hoje, empregadas e empregados ainda sofrem com a falta de pessoal, agências mal equipadas e subdimensionadas e acúmulo de horas não remuneradas.

A PLR Social também é um avanço histórico para os empregados e foi conquistada em 2010, sendo mantido nos acordos coletivos dos últimos anos. Ela corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido do banco, sem diferenciação, o que é uma forma de reconhecer os trabalhadores e seu papel fundamental no sucesso de programas como o Bolsa Família, PAC e Minha Casa Minha Vida.

PLR na CAIXA

Na CAIXA, a Participação nos Lucros e Resultados foi composta pela regra básica da Fenaban, prevista na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015 dos bancários, correspondente a 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93; parcela adicional, também presente na CCT, que representa 2,2% do lucro líquido do banco dividido pelo número total de empregados em partes iguais, até o limite individual de R$ 3.675,98; e a PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos linearmente para todos os trabalhadores. No ACT 2014/2015, o banco assegurou pelo menos uma remuneração base para todos.

Isenção de IRPF

Tudo que for recebido de PLR (primeira e segunda parcelas) até o limite de R$ 6.270 está isento de Imposto de Renda de Pessoa Física. Acima desse valor, a tributação é escalonada entre 7,5% e 27,5%.

Esta foi outra importante conquista, fruto da luta dos trabalhadores que resultou na MP 597, em vigor desde 1º de janeiro de 2013. Além dos trabalhadores dos bancos públicos e privados, a regra vale para petroleiros, metalúrgicos, químicos e urbanitários de todo o país.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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