Os empregados da CAIXA vestem branco nesta quarta-feira, 20, para mostrar a união em defesa do Saúde Caixa e protestar contra a alteração no modelo de custeio do plano.

Desde 2004, a CAIXA paga 70% das despesas assistenciais e os usuários os outros 30%. Porém, as resoluções publicadas pelo governo Temer e a recente alteração no estatuto do banco estipulam o limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a participação do banco nessas despesas, à revelia do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

As alterações prejudicam todos os usuários e tornará o Saúde Caixa mais caro, podendo ficar inacessível pr20incipalmente para os aposentados. Por isso, os trabalhadores repudiam as mudanças propostas no modelo do plano, que vem se mostrando sustentável.

A atividade do dia 20 faz parte da intensificação da campanha “Saúde Caixa: eu defendo”, definida pelas entidades representativas dos empregados e que deve durar até a primeira semana de julho, quando o plano completa 14 anos.

Todos por tudo

O Saúde Caixa acumulou superávit que chegava a R$ 670 milhões em 2016. Dados mais recentes permanecem restritos à gestão do banco, que não deu ainda a devida transparência ao relatório atuarial de 2017.

A mesma gestão vem sucateando o plano de saúde e precarizando a estrutura de atendimento aos usuários. Por isso, é fundamental o envolvimento de empregadas e empregados da ativa e aposentados para defender as conquistas dos trabalhadores.

Seminário e audiência pública

As entidades também planejam realizar um seminário em defesa dos planos de saúde de autogestão das empresas estatais. O evento tem data prevista para 28 de junho e contará também com a participação de representantes de usuários da Cassi, Postal Saúde, AMS/Petrobras e PAS/BNDES.

Também está programada a realização de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, quando a questão será debatida no Congresso Nacional. A data da audiência ainda será confirmada.

Usuários apoiam PDC 956/18

A Câmara dos Deputados veicula em seu site uma enquete sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDC 956/2018), de autoria da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), com o objetivo de sustar a resolução da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) que trata do custeio das empresas estatais em relação aos benefícios de assistência à saúde aos empregados. A resolução é justamente a que determina as alterações que afetam decisivamente o Saúde Caixa.

Para acessar a enquete e apoiar o PDC 956/2018, clique aqui.

Como a inflação médica aumenta mais rapidamente que os índices de correção dos salários e benefícios previdenciários, e como a CAIXA vem reduzindo seu quadro de pessoal, em breve, o novo limite estipulado será atingido e os custos excedentes recairão sobre os usuários.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

 

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