Fotos: Alessandro Carvalho

O Encontro de Delegados Sindicais teve início, na manhã desta segunda-feira, 23, com apresentações e debates sobre o panorama da CAIXA nos dias de hoje, assim como uma breve apresentação do histórico do banco e de seu papel social. O evento é realizado no Hotel Dayrell, no centro de Belo Horizonte, e conta com a participação de importantes lideranças do movimento dos empregados.

Durante a abertura, a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, o secretário-Geral da CUT-MG, Jairo Nogueira, a presidenta da Fetrafi-MG, Magaly Fagundes, o vice-presidente da Fenae, Cardoso, e a suplente do Conselho de Administração da CAIXA, Rita Serrano, destacaram a importância das discussões sobre o cenário atual e a possível intenção do governo de abrir o capital da CAIXA.

A primeira apresentação foi realizada por Rita Serrano, que falou sobre os números da CAIXA e ressaltou a necessidade de mobilização. “Este debate é fundamental e surgiu após o governo confirmar, em dezembro do ano passado, que foi realizado um estudo sobre a abertura do capital. Porém, este é o mesmo governo e projeto político que intensificou o processo de valorização da CAIXA e promoveu seu grande crescimento nos últimos 12 anos. Temos que levar a posição dos trabalhadores ao Conselho de Administração do banco para corrigir esta distorção e defender a CAIXA como banco 100% público, a serviço do Brasil e dos brasileiros”, afirmou.

Em 2014, a CAIXA injetou R$ 689 bilhões na economia brasileira, o que representa mais de 13% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No mesmo período, ela foi o único banco que aumentou o número de empregos, contratando quase 4 mil novos empregados enquanto os 5 maiores bancos fecharam 8.390 postos de trabalho.

Além disso, a CAIXA repassou ao Tesouro Nacional, entre 2011 e 2014, cerca de R$ 20 bilhões em dividendos. Este repasse, nos últimos 10 anos, chegou a uma média de 45% do lucro.

Rita Serrano rebateu ainda as alegadas vantagens na abertura do capital do banco. “Nos bancos em que há acionistas, a lógica é a da maximização dos lucros, o que representa primeiramente o corte de mão de obra. Vamos deixar a CAIXA se sujeitar a isso? Qual é a lógica de abrir o capital para cobrir déficits e perder um poderoso instrumento de política pública que trouxe grandes resultados sociais e econômicos para o Brasil?”, questionou.

Já o vice-presidente da Fenae e diretor do Sindicato, Cardoso, apresentou um histórico do banco e dados numéricos juntamente com Felipe Freire, que é técnico do Dieese. Ele destacou a importância dos debates para reforçar a mobilização dos empregados. “Realizamos este encontro para nos prepararmos para o enfrentamento e iremos para as ruas se for necessário em defesa da CAIXA 100% pública. Temos que garantir e manter o ‘DNA’ da CAIXA enquanto banco que está ao lado da população mais pobre e tem uma importante contribuição para o desenvolvimento do país”, afirmou.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ressaltou ainda que esta é a primeira de diversas atividades em defesa da CAIXA. “O papel da CAIXA enquanto banco 100% público é essencial para as políticas públicas e para assegurar o crescimento econômico do Brasil, sendo de interesse de toda a sociedade. Estamos mobilizados para defender este patrimônio que é de todos os brasileiros”, destacou.

Após as apresentações, os participantes realizaram debates sobre as questões tratadas. O Encontro prossegue durante a tarde com mais debates sobre o papel social da CAIXA e a atuação dos trabalhadores em defesa do banco.

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