Empregadas e empregados da CAIXA em Minas Gerais realizam, no dia 5 de maio, sábado, seu Encontro Estadual. O evento ocorrerá entre 9 e 18h, na sede do Sindicato, e tem o objetivo de definir propostas e eleger delegados que participarão do 34o Congresso Nacional dos Empregados da CAIXA (Conecef).

Todos os empregados e empregadas da CAIXA de Minas Gerais estão convidados.

Para bancários da base de sindicatos cutistas, as inscrições podem ser realizadas até as 17h do dia 30 de abril, na sede do Sindicato dos Bancários de BH e Região, na rua Tamoios, 611, no Centro de Belo Horizonte. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone (31) 3279-7823 ou pelo e-mail secgeral@bancariosbh.org.br.

Já bancários da base de sindicatos não cutistas devem realizar a inscrição na APCEF/MG, através do e-mail: seger@apcefmg.org.br.

Empregados têm que fortalecer sua organização

O governo Temer vem tomando uma série de medidas que visam desmontar a CAIXA e destruir seu papel social. Além de reduzir o quadro de empregados, não contratar mais bancários e fechar agências, o governo tem buscado retirar direitos dos trabalhadores, cortar políticas sociais e equiparar taxas da CAIXA às dos bancos privados. Neste final de abril, o banco anunciou também uma nova reestruturação que desrespeita os empregados e o Acordo Coletivo de Trabalho. Na prática, pretende-se diminuir a CAIXA e prepará-la para a privatização.

A situação ficou ainda pior após a reforma trabalhista. A nova lei, entre seus diversos ataques aos trabalhadores, acabou com a ultratividade dos acordos coletivos de trabalho, que garantia a validade dos direitos até a assinatura dos acordos seguintes. Isto significa que todas as conquistas dos bancários estarão em risco se não forem reafirmadas e assinadas em um novo acordo até a data-base da categoria.

Outro grave risco está no novo estatuto da CAIXA, aprovado no fim de 2017, que prevê como uma das atribuições do Conselho de Administração (CA) a de aprovar os Acordos Coletivos de Trabalho. Com isso, em 2018, os resultados das negociações coletivas terão que ser submetidos a votação do CA, tendo apenas um voto de uma representante eleita pelos empregados, a bancária Rita Serrano, e todos os outros de indicados pelo governo Temer.

Diante desta realidade, a unidade e a organização dos empregados são essenciais e urgentes para enfrentar uma das campanhas nacionais mais duras pelas quais a categoria bancária já passou.

 

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