Arte: Fetrafi-MG/CUT

 

Funcionárias e funcionários do Itaú se reuniram virtualmente, na última quarta-feira, 1º de julho, para debater a minuta de reivindicações dos trabalhadores no estado de Minas Gerais. Na abertura do evento, os participantes destacaram a importância do encontro no processo de construção de uma minuta de reivindicações e da pauta da categoria para 2020.

O coordenador da COE Itaú e presidente eleito do Sindicato, Ramon Peres, fez uma breve saudação aos participantes do encontro e passou a palavra para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Gustavo Cavarzan.

Ele falou sobre o resultado dos bancos, com foco principalmente no Itaú, considerando o panorama da pandemia. Segundo o técnico do Dieese, mesmo diante do cenário de crise os bancos privados têm tido desempenho favorável – mesmo diante da perspectiva de uma diminuição nos lucros, em função do aumento do aprovisionamento para liquidação de créditos duvidosos.

O economista explicou que a percepção é de aumento do risco e isso deve trazer um lucro contábil mais baixo em relação a 2019, embora na prática, o que ocorre é um enxugamento das operações por aversão ao risco de inadimplência, tendo como base a visão de que o cenário econômico pós-pandemia será muito ruim, com desemprego em alta e as pessoas sem dinheiro para quitar as suas obrigações.

Ramon Peres apresentou também uma pesquisa sobre o teletrabalho entre os funcionários e funcionárias do Itaú. O resultado da pesquisa foi, até certo ponto, surpreendente, já que a visão dos funcionários em relação ao home office se mostrou positiva, no geral.

O técnico do Dieese informou que a pesquisa deve ser refeita em alguns meses, caso o esquema de teletrabalho perdure. Ele explicou que alguns registros sobre a modalidade indicam uma tendência na percepção do trabalhador e da trabalhadora sobre o home office. As pessoas inicialmente valorizam muito essa modalidade de trabalho, mas com o tempo essa opinião vai se desgastando com percepção mais negativa.

A diretora de Saúde do Sindicato, Luciana Duarte, que é funcionária do Itaú, chamou atenção para questão do adoecimento psíquico que pode vir em decorrência dos traumas e situações de estresse próprios da pandemia.

Os participantes debateram também sobre as condições de trabalho, a condução das próximas negociações com os bancos e a atuação dos sindicatos diante de possível consolidação do home office.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fetrafi-MG/CUT

 

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