Desde 2011, o Itaú já fechou 21 mil postos de trabalho. O grande número de demissões está entre as principais questões debatidas no Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú. Reunidos em São Paulo, 150 delegados, sendo 96 homens e 54 mulheres, estão construindo a pauta de reivindicações específicas que será entregue ao banco.

Os funcionários formaram três grupos de trabalho, nesta terça-feira, 7, para debater os temas remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho.

Remuneração

As discussões sobre remuneração incluem o Plano de Cargos e Salários (PCS), o Programa de Ação Gerencial Itaú Resultados (AGIR), a Participação Complementar nos Resultados (PCR), entre outros pontos.

Emprego

O fechamento de agências físicas e a ampliação das digitais vêm promovendo a eliminação de postos de trabalho e sobrecarregando quem permanece nas agências físicas. Em São Paulo, já são sete agências digitais, e uma no Rio de Janeiro. Porém, o banco já sinalizou que estenderá o projeto em todo o Brasil.

Os funcionários também denunciam o aumento de demissões por justa causa, principalmente ligadas ao ponto eletrônico, falta injustificada, e até afastamentos por doença. Num dos casos, uma funcionária de licença-maternidade foi demitida. Há ainda sobrecarga de trabalho, com agências de cidades menores funcionando apenas com um funcionário, e o aumento no número de casos de desvio de função.

Saúde

O grupo sobre saúde e condições de trabalho destacou alguns pontos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que o banco vem tentando usar em benefício próprio, para prejudicar os trabalhadores, como as cláusulas de retorno ao trabalho. O Itaú tem descontado de uma só vez o salário dos funcionários que retornam ao trabalho, após afastamento por doença, o que tem gerado grande revolta.

Entre os itens de pauta, também foi discutida a implementação da cláusula 57, que prevê o desenvolvimento de programas, pelos bancos, para a melhoria contínua das relações de trabalho. Além da participação e avaliação do Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional (PCMSO).

O Itaú está transferindo para o gestor da agência a função de receber e analisar os atestados médicos apresentados pelos funcionários. Outra denúncia trazida ao grupo é a falta de emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), o que acaba mascarando o número real de bancários adoecidos e acidentados.

Nesta quarta-feira, 8, os funcionários do Itaú definem a minuta de reivindicações a partir das discussões realizadas pelos grupos.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Rede Nacional de Comunicação dos Bancários

Compartilhe: