Arte: Fenae

 

Nesta quarta-feira, 9, em ato realizado na reunião do Conselho Deliberativo Nacional da Fenae, em Brasília, as entidades representativas dos trabalhadores da CAIXA lançaram a campanha “Saúde Caixa: eu defendo”. A iniciativa tem o objetivo de sensibilizar os usuários para a importância da política de saúde da categoria e mobilizar ativos e aposentados para se engajarem na defesa desse modelo.

Dirigentes da Fenae, Apcefs, Contraf-CUT, Fenacef, Fenag, Advocef, Social Caixa e Aneac participaram do lançamento com o compromisso de difundir a campanha, que une toda a categoria em torno de uma causa da máxima importância para os trabalhadores da CAIXA.

“Queremos mostrar que o Saúde Caixa é bom e deve ser valorizado. Essa campanha se baseia na união de todas as entidades representativas, em uma forte mobilização em defesa dos nossos direitos”, afirmou o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

A campanha trará conteúdos informativos sobre as coberturas do plano de saúde, os diferenciais em relação a planos de mercado, os marcos históricos desse importante direito conquistado pela categoria e contará com depoimentos de empregados e aposentados sobre suas experiências pessoais. No cronograma, está previsto um Dia de Luta para 24 de maio e a realização de seminário, audiência pública e outras ações.

Foto: Fenae

Ataques ao Saúde Caixa

São muitos os ataques aos direitos dos trabalhadores, por meio da reforma trabalhista, das propostas para reforma da Previdência, das ameaças aos fundos de pensão, do crescente número de demissões e da falta de renovação dos quadros de pessoal. Nesse contexto, os serviços de assistência à saúde dos trabalhadores também estão na mira.

Para justificar a redução de sua participação no custeio e a aplicação de aumento unilateral em desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a CAIXA tem tentado convencer as pessoas de que o modelo de custeio do Saúde Caixa é insustentável, mesmo que os números do próprio banco demonstrem a sustentabilidade do modelo atual.

Outro ataque tem vindo por meio das resoluções CGPAR, que diminuem a participação das empresas estatais no custeio dos planos de saúde de seus empregados e criam uma série de condições mais restritivas para usuários e seus dependentes.

O novo estatuto da CAIXA, aprovado em janeiro, também impôs um teto para os gastos com o plano de saúde, estipulado em 6,5% da folha de pagamento e dos proventos pagos pela Funcef aos aposentados.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae e Contraf-CUT

 

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