Neste domingo, 21, último dia da 15a Conferência Nacional, em São Paulo, bancárias e bancários fizeram um minuto de silêncio para homenagear e lembrar os companheiros falecidos no último ano. Entre os homenageados estava o ex-presidente do Sindicato e importante líder sindical brasileiro, João Alves Vieira. A diretora do Sindicato, Eliana Brasil, que fez parte da mesa da Plenária Final, realizou a leitura dos nomes.

João Vieira, um militante histórico das causas sociais que se destacou pela firmeza e coerência com que pautou sua atuação, faleceu em 23 de maio de 2013. O líder sindical foi presidente do Sindicato dos Bancários de BH e Região nas gestões 1955/1956, 1957/1958 e 1961/1962, eleito pela aliança histórica entre trabalhadores católicos e comunistas em plena Guerra Fria.

Como os comunistas estavam impedidos de concorrer, porque era exigida a apresentação de atestado ideológico, apoiaram a chapa dos católicos, encabeçada pelo bancário João Vieira, que saiu vitoriosa. Sob seu comando, a aliança histórica entre comunistas e católicos fortaleceu ainda mais a atuação do Sindicato, projetando-o nacionalmente através de ações de alcance mais amplo.

Iniciativas como a consolidação da Federação dos Bancários de Minas Gerais em 1956, intensificação das relações com outros sindicatos, participações mais ativas em manifestações, realizações de seminários e congressos da categoria em nível nacional fizeram com que o Sindicato, sob a liderança de João Vieira, ampliasse o seu espaço e consolidasse a sua identidade.

Antes de ocupar a presidência do Sindicato, em 1951, João Vieira se destacou por organizar a rifa que arrecadou fundos para a compra da sede própria da entidade, realizando um belo trabalho que uniu o esforço da categoria e de toda a diretoria. O resultado foi a arrecadação de quantia suficiente para a compra do prédio onde até hoje funciona o Sindicato.

O seu trabalho sério e comprometido com a causa dos trabalhadores lhe rendeu justo prestígio junto à categoria e a sociedade mineira. Tanto é assim que, na cerimônia de sua primeira posse, estavam presentes, além do prefeito de Belo Horizonte, diversas lideranças políticas e sindicais. A sua percepção da necessidade de ampliar a mobilização dos trabalhadores no país e no mundo o levou a participar de vários congressos nacionais e internacionais, unindo as mais diversas categorias na defesa dos seus direitos.

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