Foto: Jailton Garcia – Contraf-CUT

Repetindo o que fizeram nas três primeira rodadas de negociação, os bancos enrolaram mais uma vez e não apresentaram nenhuma proposta para as reivindicações de caráter econômico da Campanha 2014, incluído o reajuste de 12,5%, cobradas nesta quarta-feira, 10, pelo Comando Nacional dos Bancários. Os negociadores da Fenaban disseram que ainda vão consultar os presidentes dos bancos para apresentar uma proposta global para as demandas da categoria, em data a ser definida. As negociações sobre as cláusulas sobre remuneração, entre elas a PLR, prosseguem nesta quinta-feira, 11.

Reajuste de 12,5%

O Comando apresentou levantamento do Dieese mostrando que 93,2% dos acordos salariais assinados pelos trabalhadores no primeiro semestre contemplaram reajustes superiores ao índice de inflação.

Os representantes dos bancários cobraram aumento real de salário, valorização dos pisos e uma PLR maior, argumentando que os trabalhadores contribuíram para a obtenção dos lucros recordes, aumentando a produtividade dos bancos.

14º salário

Refletindo a expectativa da categoria manifestada nas consultas realizados pelos sindicatos, a 16ª Conferência Nacional dos Bancários reforçou a reivindicação de instituição do 14º salário. Os negociadores da Fenaban consideraram “muito estranha” a demanda, adiantando que não tem a menor possibilidade de ser aprovada pelos bancos.

Pisos para comissionados

O Comando defendeu a reivindicação de criação de pisos de R$ 5.064,73 para primeiro comissionado e de R$ 6.703,31 para primeiro gerente. Os bancos não quiseram discutir o tema, alegando que se trata de política de cada empresa.

As reivindicações para os pisos de escriturário e caixa já haviam sido discutidas na terceira rodada de negociação realizada na semana passada.

Isonomia salarial

A reivindicação dos bancários é para que os bancos se comprometam a aplicar a Convenção 100 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o artigo 2º da Declaração de Direitos Humanos, que asseguram a equivalência salarial para trabalho de igual valor.

Os negociadores da Fenaban negam que haja diferença tanto entre funções como entre homens e mulheres. Os representantes dos bancários insistiram que as diferenças existem, como mostram os dados do Caged, o que demonstra haver discriminação de gênero.

Parcelamento de adiantamento de férias

O Comando defendeu a proposta da categoria de que os trabalhadores, por ocasião das férias, possam requerer que a devolução do adiantamento feito pelo banco seja efetuada em até dez parcelas iguais e sem juros, a partir do mês subsequente ao do crédito. Vários bancos já concedem essa vantagem aos bancários.

Os negociadores da Fenaban ficaram de levar a reivindicação para os bancos.

Outras reivindicações econômicas

A 16ª Conferência aprovou a reivindicação de R$ 724,00, o equivalente ao salário mínimo nacional, para os vales-alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá. Os bancários também reivindicam a criação de um 13º vale-alimentação.

Os representantes da Fenaban também disseram que vão levar a reivindicação aos bancos.

Em relação ao auxílio-educacional, argumentaram que cada banco tem a sua política e não querem incluir a cláusula na Convenção Coletiva.

O Comando também reivindicou o reajuste do vale-cultura para R$ 112,50. Os representantes dos bancos disseram que o tema voltará a ser discutido nesta quinta-feira, 11, quando entra em discussão a reivindicação de PLR equivalente a três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

Compartilhe: