A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) cobra, em editorial, que a Caixa Econômica Federal assuma a responsabilidade que lhe cabe na busca de solução para o impasse das negociações da campanha salarial 2013, como de resto outros bancos em relação ao conjunto dos trabalhadores do sistema financeiro nacional.

 

O texto da Fenae lembra que nesta terça-feira, dia 1º de outubro, a greve nacional dos bancários completa 13 dias, com “os trabalhadores e a sociedade sendo brindados com o mais absoluto silêncio patronal, como se os bancários não merecessem qualquer reconhecimento e os cidadãos não tivessem que ser levados em conta”.

 

Para a Fenae, o descaso frente às reivindicações dos trabalhadores tem a mesma medida do desrespeito aos clientes e usuários do sistema financeiro. E deixa evidente que os bancos se guiam unicamente por sucessivos recordes de lucros, mesmo com seus ganhos já na estratosfera.

Uma crítica é feita ao fato de não se observar, nesta greve, qualquer distinção de comportamento entre os bancos, sejam públicos ou privados, grandes ou pequenos. E acrescenta: “Essa padronização de atitude, no caso da CAIXA, é incoerente com o discurso de quem busca diferenciar-se no relacionamento com os trabalhadores e a população”.

 

O editorial da Fenae questiona a falta de coerência da CAIXA quanto ao seu apregoado propósito de em breve se colocar entre os três maiores bancos do país. Diz que “se a empresa busca o topo, no entanto, deve buscar também o protagonismo que cabe a quem chega lá”. A CAIXA, aliás, é desafiada a atuar com base em um protagonismo positivo, guiado pelo reconhecimento ao esforço dos bancários e pelo respeito aos direitos e às necessidades dos cidadãos.

 

O texto desafia a CAIXA, por fim, a atuar de forma responsável e condizente com o que representa no sistema financeiro. Segundo a Fenae, “a empresa precisa assumir papel de protagonista no âmbito da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e liderar as negociações, para que seja construída a solução que bancários e sociedade aguardam para a greve”.

 

 

Confira aqui a íntegra do editorial da Fenae.

 

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