Quarenta e três anos depois, a luta continua. Desde 1971, quando foi fundada, a Fenae atua em defesa da CAIXA como banco público e de seus empregados. São mais de quatro décadas de conquistas, permeadas por um cenário de passeatas, atos, manifestações e greves em torno da experiência de cada gestão e da contribuição singular de um sem-número de bancários, os que ainda estão em atividade e os aposentados. Aliás, a Fenae se faz presente onde há empregado da CAIXA lutando por seus direitos. A dinâmica é a de seguir conquistando, seja em que circunstância for.

Foram muitos sonhos, desafios, planejamentos, mobilizações e comemorações. Muito foi conquistado em todos esses anos: jornada diária de seis horas, reconhecimento dos empregados da CAIXA como bancários, sequência de reajustes salariais, Novo Plano e democratização nas instâncias de gestão da Funcef, Saúde Caixa, fim da RH 008, pagamento de horas extras e PLR Social. Isto não teria sido possível sem a participação direta de cada bancário, ativo e aposentado, e sem as parcerias com entidades como a Fenacef, a Contraf-CUT e aquelas ligadas à luta por moradia popular.

Vão-se 43 anos de muita persistência e garra. A luta por uma CAIXA como banco público, a serviço do Brasil e de sua população, sempre prevaleceu. Mesmo durante o período difícil do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando a Fenae, ao lado de outras entidades, deflagrou campanhas em defesa da CAIXA e contra as mazelas neoliberais dos tucanos. Nessa época, mesmo com a empresa sob a ameaça da privatização, a Federação manteve a sua vocação de apontar o caminho a ser seguido, o caminho da defesa dos direitos da classe trabalhadora.

A atualização do jeito Fenae de mudar o Brasil e o mundo está sendo feita, ano após ano, pelas lutas e mobilizações dos trabalhadores da CAIXA. Agora, diante do que se descortina nas eleições de outubro 2014, o desafio é fazer com que os programas sociais, o salário recomposto e a forte geração de emprego continuem a ser atores principais do enredo econômico brasileiro.

A Fenae, portanto, se coloca no campo progressista da política brasileira. E busca aprofundar, cada vez mais, a lógica oposta ao autoritarismo retrógrado. Ao completar 43 anos nesta data de 29 de maio, a Fenae ressalta o seu protagonismo no espaço democrático nacional, para renovar a correlação de forças do desenvolvimento em favor da classe trabalhadora. A eleição de outubro serve a esse credenciamento, o resto é retrocesso.

Em meio às comemorações dos 43 anos da Fenae, o movimento nacional dos empregados da CAIXA anuncia novas possibilidades e caminhos. O momento é, ao mesmo tempo, de resistência e afirmação. E a Federação Nacional das Associações do Pessoal da CAIXA se joga nele com a consciência de que é preciso seguir em frente para tornar-se mais forte e representativa a cada dia.

O presidente do Sindicato e diretor vice-presidente da Fenae, Cardoso, ressaltou a importância da entidade na luta em defesa dos interesses de empregadas e empregados. “Ao completarmos 43 anos de história à frente do movimento dos bancários e bancárias da CAIXA, reafirmamos a nossa missão de promover sempre o bem-estar dos trabalhadores, atuando na defesa de seus direitos e incentivando práticas sociais, esportivas e culturais, buscando sempre a melhor referência na promoção da qualidade de vida de todos. Sabemos da importância dessa trajetória vitoriosa e estamos conscientes do nosso papel e de nossa responsabilidade junto à categoria, na defesa dos seus direitos e na luta pelo fortalecimento da CAIXA como banco verdadeiramente público, a serviço da população brasileira”, afirmou.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fenae

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